sexta-feira, dezembro 30, 2005
Nao percebo e percebo
Aqui, na Holanda nao ha televisao internacional portuguesa. Aqui, na Holanda nao existem publicacoes portuguesas. Mas, aqui na Holanda vende-se o 24 horas.
quinta-feira, dezembro 29, 2005
A neve do lado de fora da janela - imagino-a como algodao doce. Apenas cai, docemente sem fazer barulho. Alerto os cinco sentidos: doce paladar, a cair em surdina, um leve e frio tacto, um cheiro deserto, e branca como ensinam. A Holanda nao e mais plana com a neve. A neve e a grande artista que esculpe em pequenas proporcoes montes brancos, caidos como que esquecidos a cada passo.
quarta-feira, dezembro 28, 2005
No final do ano, dizem que faz bem mudar. Que e bom. Eu ca sempre gostei de mudanca. Dar um arejo aqui e ali. Nada pior que dias iguais, cabelos a crescer desorientados, caras sem emocao; enfim, rotinas manhosas. Ha quem corte o cabelo, ou ate, maquilhe a cara do weblog. Eu optei pelos dois. A tres dias do parto de 2006, vale a pena sacudir a casa e abrir as janelas.
Bem-vindos!
Bem-vindos!
quinta-feira, dezembro 22, 2005
Ja nem se pode fazer sumo de laranja...
Espaco: cozinha da empresa
Accao: Joana a fazer sumo de laranja
Dialogo:
Colegas holandeses: O que e que estas a fazer?
Joana: sumo de laranja [duh]
Colegas holandeses: ahhh...Nos nao fazemos isso aqui!
Joana: Ha alguma lei que proiba!?
Colegas holandeses: Nao, mas e estranho!
Joana: Entao...[******]
Enfim...
Feliz Natal
Accao: Joana a fazer sumo de laranja
Dialogo:
Colegas holandeses: O que e que estas a fazer?
Joana: sumo de laranja [duh]
Colegas holandeses: ahhh...Nos nao fazemos isso aqui!
Joana: Ha alguma lei que proiba!?
Colegas holandeses: Nao, mas e estranho!
Joana: Entao...[******]
Enfim...
Feliz Natal
quinta-feira, dezembro 08, 2005
quarta-feira, dezembro 07, 2005
we lost ourselves
[estoria de (d)encantar]
E sempre assim. Comigo. Contigo. Ou com quem quer que seja. Sou uma bussola avariada. Sou cigarro apagado. Nao me encontro em mim. Gostava de ser uma rosa vermelha, viva, sem dor ou Razao. So estar ali ao sabor do vento. Sinto que ha sempre uma coragem camuflada de palavras faceis, desprovida de atitude. Estado liquido, inves de solido. Nao quero ser doce. Nao preciso. Gostava tanto de ser mais alto. De ser eu. De me aprender. Quero ser sedutor da vida.
Quando e que percorremos o Amor ou Ele a nos?
Nao passo disto: de um "nao sei". De um perder constante. De um mentir facil: "num perder ha sempre um ganhar".
Nem sempre e assim. Mas pode ser.
A esperanca e feita em um por cento, nos 99 por cento de duvidas.
I lost myself.
E sempre assim. Comigo. Contigo. Ou com quem quer que seja. Sou uma bussola avariada. Sou cigarro apagado. Nao me encontro em mim. Gostava de ser uma rosa vermelha, viva, sem dor ou Razao. So estar ali ao sabor do vento. Sinto que ha sempre uma coragem camuflada de palavras faceis, desprovida de atitude. Estado liquido, inves de solido. Nao quero ser doce. Nao preciso. Gostava tanto de ser mais alto. De ser eu. De me aprender. Quero ser sedutor da vida.
Quando e que percorremos o Amor ou Ele a nos?
Nao passo disto: de um "nao sei". De um perder constante. De um mentir facil: "num perder ha sempre um ganhar".
Nem sempre e assim. Mas pode ser.
A esperanca e feita em um por cento, nos 99 por cento de duvidas.
I lost myself.
SinterKlaas
Os holandeses tem um dia dedicado ao SinterKlaas. Acontece todos os Dezembros, dia cinco. Parece que o tipo veio de Espanha e parou pelos Paises Baixos, descarregou um saco cheio de doces, e a partir dai a data e anualmente lembrada. Bem, o Sinterklaas tambem me deixou um saco com muitos docinhos. E pa, isto ja parece Natal! Assim, sim!!!
segunda-feira, dezembro 05, 2005
terça-feira, novembro 29, 2005
segunda-feira, novembro 28, 2005
sexta-feira, novembro 25, 2005
Primeira lição
een zakdoek(en)
een jongen(s)
een meisje(s)
een das(sen)
een huis(zen)
een podlood(en)
een handtas(sen)
een gordijn(en)
(...)
dit is; dit zijn
dat is; dat zijn
[Ai senhores, onde é que me fui meter]
een jongen(s)
een meisje(s)
een das(sen)
een huis(zen)
een podlood(en)
een handtas(sen)
een gordijn(en)
(...)
dit is; dit zijn
dat is; dat zijn
[Ai senhores, onde é que me fui meter]
quarta-feira, novembro 23, 2005
terça-feira, novembro 22, 2005
À procura de quarto
[conversa entre emigrante português - João- em Amesterdão que aluga quarto e a Joana]
João: Ó pá..tás a ver..o quarto é pequeno, mas...tás a ver...a casa tá equipada...tás a ver....
Joana: Então, eu podia passar por ai mais tarde para ver o sítio e a casa!
João: Tás a ver....é como te digo...o quarto é pequeno...tás a ver...
Joana: hm...vais estar ocupado à tarde, caso contrário passo ai e falamos melhor?
João: Tás a ver...até podes cá jantar se quiseres...tás a ver...
Joana: Eu posso jantar em casa, só preciso de saber a melhor hora para conhecer a casa!
João:...Tás a ver...esta semana vou receber um amigo de Portugal...Tás a ver...e ....tás a ver....só pode ser depois desta semana....tás a ver...hm...tás a ver
Joana: hm....hm...
João: É assim...tás a ver..tás a ver...tás a ver...tás a ver
Joana: Ok eu telefono mais tarde a dizer o que ficou decidido! (bolas...)
João: Ó pá..tás a ver..o quarto é pequeno, mas...tás a ver...a casa tá equipada...tás a ver....
Joana: Então, eu podia passar por ai mais tarde para ver o sítio e a casa!
João: Tás a ver....é como te digo...o quarto é pequeno...tás a ver...
Joana: hm...vais estar ocupado à tarde, caso contrário passo ai e falamos melhor?
João: Tás a ver...até podes cá jantar se quiseres...tás a ver...
Joana: Eu posso jantar em casa, só preciso de saber a melhor hora para conhecer a casa!
João:...Tás a ver...esta semana vou receber um amigo de Portugal...Tás a ver...e ....tás a ver....só pode ser depois desta semana....tás a ver...hm...tás a ver
Joana: hm....hm...
João: É assim...tás a ver..tás a ver...tás a ver...tás a ver
Joana: Ok eu telefono mais tarde a dizer o que ficou decidido! (bolas...)
segunda-feira, novembro 21, 2005
O sangue corre e percorre as veias solitárias e isoladas, que funcionam como carris para o resto do corpo. O sangue disfarça-se de azul sob o manto das veias, enerva-se de cima p'ra baixo e vice-versa. Em alturas mais proeminentes dos estados de alma, verga-se e gela, impõe um intervalo de cinco minutos, e logo retoma o singelo acto de passear por partes do corpo que ninguém conhece. O sangue conhece cinco minutos futuros, e os que os antecederam.
quinta-feira, novembro 17, 2005
quarta-feira, novembro 09, 2005
Letra para um hino
É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.
É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.
É possível viver de outro modo. É
possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.
Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre.
Manuel Alegre
E é possível tu venceres, amigo Alegre.
É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.
É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.
É possível viver de outro modo. É
possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.
Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre.
Manuel Alegre
E é possível tu venceres, amigo Alegre.
domingo, outubro 23, 2005
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