O pai e a mãe completam hoje 28 anos juntos. Jovens, portanto!
Parabéns, uma vez mais e sempre, todos os dias...
O amor é infinito, O amor é escorregar em anos de sol e chuva, é Estar e Ser, O amor é corpo e alma ao mesmo tempo, O amor é a vida de todos os dias, o ar de toda a respiração, É caminhar no alto das montanhas sem ter medo de vertigens, É gastar palavras e gestos, é sofrer e rir com vontade, O amor é a pele que vestimos e o chão, onde caminhamos. Parabéns pai e mãe pelos vinte e oito anos de casamento. Por mais uma vez trocarem as alianças. Por provarem ao mundo que amar é possível, que o Amor existe. Obrigada pela minha vida e pela do Gonçalo. Aos melhores pais do mundo. Aos pais que eu amo. Aos meus pais.
[fui buscar lá atrás. vocês percebem]
sábado, junho 30, 2007
sexta-feira, junho 29, 2007
o velho desenha-se, em todas as minhas noites, quando lá passo, no muro alto e sujo do beco da estrada. lá se encosta no cimento frio - imagino - sem sombra a acompanhar-lhe. na última noite, descobri-lhe o cão. apareceram os dois, concentrados na luz cega do carro, a passar pela vida, como que intrometidos - a pedir licença.
quinta-feira, junho 28, 2007
domingo, junho 24, 2007
junho das avessas
o céu está a bombardear o mundo do lado de fora das persianas. a adulterar um junho às avessas. gotas magoam quando caem. sem que folha, pedra, ou animal riposte a antipatia do mês, da estação. o céu está cinzento-quase-branco, e reflecte num paralelismo absurdo e desnecessário, um cinzento-quase-branco para a superfície da terra. das almas.
sábado, junho 23, 2007
saint john
sexta-feira, junho 22, 2007
certeiro
multiplicam-se os sinais de que já se começa a governar mais com os olhos nas eleições de 2009 do que naquilo que se deve fazer
José Manuel Fernandes, in Público, 22 de Junho de 2007
José Manuel Fernandes, in Público, 22 de Junho de 2007
quarta-feira, junho 13, 2007
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos. Atingirás assim o ponto supremo da abstenção sonhadora, onde os sentimentos se mesclam, os sentimentos se extravasam, as ideias se interpenetram (…) Quebram-se os laços que, ao mesmo tempo que ligavam tudo, separavam tudo, isolando cada elemento. Tudo se funde e confunde.
Fernando Pessoa
[este homem muitas bofetadas me dá]
Fernando Pessoa
[este homem muitas bofetadas me dá]
segunda-feira, junho 11, 2007
...é também porque o homem receia todas as novidades que não se sente à altura de afrontar e cujo desfecho é imprevisível. Só aquele que espera tudo, que nada exclui, nem mesmo o enigma, viverá, como fazendo parte da vida, as relações de homem para homem, indo ao mesmo tempo ao limite da sua própria vida. Se imaginarmos a vida do indivíduo como um quarto maior ou menor, torna-se evidente que quase todos aprendem apenas a conhecer um canto desse quarto, aquele lugar em frente da janela, aquele raio em que se movem, e onde encontram uma relativa segurança...
Rainer Maria Rilke, in Cartas a Um Jovem Poeta
Rainer Maria Rilke, in Cartas a Um Jovem Poeta
domingo, junho 10, 2007

[Lisboa, 2006]
Dentro de um mundo, muitos outros mundos. A fotografia é brisa no meu caminho. Aqui. A melhorar.
quinta-feira, junho 07, 2007
sexta-feira, junho 01, 2007
A exposição do fotojornalista Paulo Pimenta - mais conhecido por dennis, o pimentinha [:)] - está em video do youtube no seu weblog...aqui. muito FIXE.
sábado, maio 26, 2007
a piada
O funcionário da DREN foi suspenso pela «piada» que disse sobre o nosso primeiro...
minha gente, cuidado com os ajuntamentos...
minha gente, cuidado com os ajuntamentos...
terça-feira, maio 22, 2007
e ao anoitecer
E ao anoitecer adquires nome de ilha ou de vulcão deixas viver sobre a pele uma criança de lume e na fria lava da noite ensinas ao corpo a paciência o amor o abandono das palavras o silêncio e a difícil arte da melancolia
Al Berto
[e ao anoitecer esfrio-me com os sonhos que batem a calçada da mente, que arruínam o presente, que despertam revoluções]
Al Berto
[e ao anoitecer esfrio-me com os sonhos que batem a calçada da mente, que arruínam o presente, que despertam revoluções]
sexta-feira, maio 18, 2007
meme
- Laços?- Sim, laços - disse a raposa - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passo a ser única no mundo...
- Parece-me que estou a começar a perceber - disse o principezinho. - Sabes, há uma certa flor... tenho a impressão que estou preso a ela...
- É bem possível - disse a raposa. - Vê-se cada coisa cá na Terra...
[O Principezinho, Antoine de Saint-Exupéry]
"Um meme é um «gene cultural» que envolve algum conhecimento que passas a outros contemporâneos ou aos teus descendentes. Os memes podem ser ideias ou partes de ideias, línguas, sons, desenhos, capacidades, valores estéticos e morais, ou qualquer outra coisa que possa ser aprendida facilmente e transmitida enquanto unidade autónoma."
Desafio:
- primeiro-esquerdo
- a minha varanda
- crocodilo
- dilúculo
- jornada
quarta-feira, maio 09, 2007
Depois de um dia de trabalho resta afundar no sofá...e as questões familiares. Ou a questão familiar. E essa tem nome - o mano.
Mana estendida no sofá pronta para as sua séries favoritas. Mano aproxima-se. Mana desconfia (o que será desta vez).
- Mana, como nascem as orelhas, cabelo, olhos, mãos, cara, tudo, tudo...
[ok...ele tem 5 anos...ele não vai fazer a pergunta. Mana decide ignorar mano]
- Mana como nascem os meninos, eu e tu?
[fixe..o mano tem 5 anos e fez a pergunta, e eu tinha-me comprometido a mim mesma contar a verdade quando o mano decide-se perguntar...mas tãaaooo cedo]
- oh çalinho, amanhã a mana responde, agora está a dar a série preferida da mana...
[o problema ficou assim adiado...se alguém tiver sugestões de histórias de como contar, partilhem, a gerência agradecia...]
Mana estendida no sofá pronta para as sua séries favoritas. Mano aproxima-se. Mana desconfia (o que será desta vez).
- Mana, como nascem as orelhas, cabelo, olhos, mãos, cara, tudo, tudo...
[ok...ele tem 5 anos...ele não vai fazer a pergunta. Mana decide ignorar mano]
- Mana como nascem os meninos, eu e tu?
[fixe..o mano tem 5 anos e fez a pergunta, e eu tinha-me comprometido a mim mesma contar a verdade quando o mano decide-se perguntar...mas tãaaooo cedo]
- oh çalinho, amanhã a mana responde, agora está a dar a série preferida da mana...
[o problema ficou assim adiado...se alguém tiver sugestões de histórias de como contar, partilhem, a gerência agradecia...]
Maddie missing...
Não é altura para se falar em falta de responsabilidade. Talvez nem seja o caso. Pais portugueses são, invariavelmente, diferentes de pais ingleses, ou outros nórdicos - basta rumar a Norte de Portugal e o figurino muda de contornos. E coisas diferentes não se comparam. Do mesmo modo, a actuação da polícia britânica, em casos semelhantes, em Inglaterra, que sacia os jornalistas com todo o tipo de informações, não pode ser comparada com a da portuguesa. E os ingleses têm que meter isto na cabeça. Lá é diferente de cá. Se há o verso, há, consequentemente, o inverso. Podem resmungar contra, tudo bem! Agora:
Resmungar que a (pouca) informação é libertada em português, isso é outra coisa. Apetece soltar um «duuuhhh»...se fosse ao contrário, pergunto eu - jornalistas portugueses na Great Britain, a autoridade inglesa iria traduzir!?
A resposta é transparente como a água.
Resmungar que a (pouca) informação é libertada em português, isso é outra coisa. Apetece soltar um «duuuhhh»...se fosse ao contrário, pergunto eu - jornalistas portugueses na Great Britain, a autoridade inglesa iria traduzir!?
A resposta é transparente como a água.
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