Amar, amar, amar siempre y con todo
El ser y con la tierra y con el cielo,
Con todo lo claro del sol y lo obscuro del lodo.
Amar por toda a ciencia y amar por todo anbelo.
Y cuando la montaña de la vida
Nos sea dura y larga y alta y llena de abismos,
Amar la immensidad, que es de amar encendida,
y arder en la fusión de
nuestros pechos mismos.
Rúben Dario
um weblog sobre literatura, viagens, momentos, poesia, sobretudo, sobre a vida. enfim, um weblog com histórias dentro.
terça-feira, agosto 24, 2004
segunda-feira, agosto 16, 2004
"...Que o Apóstolo Santiago te acompanhe e te mostre a única coisa que precisas descobrir; que não andes nem devagar nem depressa demais, mas sempre de acordo com as Leis e as Necessidades do Caminho (...) A bênção de Deus, de Santiago e da Virgem Maria te acompanhe todas as noites e todos os dias...".
Diário de um Mago, Paulo Coelho
Depois de quatro anos a crescer pacientemente para esta montanha escolhida da vida, finalmente vou fazer parte de um dos caminhos do Estranho Caminho de Santiago.
Diário de um Mago, Paulo Coelho
Depois de quatro anos a crescer pacientemente para esta montanha escolhida da vida, finalmente vou fazer parte de um dos caminhos do Estranho Caminho de Santiago.
quinta-feira, agosto 12, 2004
segunda-feira, agosto 09, 2004
segunda-feira, agosto 02, 2004
quinta-feira, julho 22, 2004
To the kiezel friends...
I can show pictures. I can say all adventures and words we passed through and all names we said, I can even say kiezel that you will see plenty of stories; but here far away from our ocean, no one can image or think or understand my words, my world, my eyes. Anyway, I'm glad that some people in the world can read this text and can walk in every word, in all the feeling that I'm puting on it. Because this people run with me all stories in Amsterdam and in the Kiezel. So, at this moment when I say I feel alone, another flag feels alone as well, when I say I miss so much a lot of things, another flag share this feeling, when I say I will never forget what we have lived, all the flags won't forget also. I'm with a happy sadness, because it was a great past for everyone, every single minute was full of happyness, of faces that I take with me to every place. I will remember always. Thank You to Portugal, to Spain, to Canada, to Germany, to Norway, to Finland, to Greece, to France,to Belgium, to Italy, to Denmark, to America, to Holand. We had constructed a world. Our world.
sábado, julho 17, 2004
All my bags are packed
I'm ready to go
I'm standing here
Outside your door
I hate to wake you up to say goodbye
but the dawn is breaking
It's early morn
The taxi waiting
He's blowing his horn
already I'm so lonesome I could die
So kiss me and smile for me
tell me that you'll wait for me
hold me like you'll never let me go
'Cause I'm leaving on a jet plane.
I don't know when I'll be back again
Oh babe, I hate to go
There's so many times I've let you down
So many times I've played around
I tell you now they don't mean a thing
Every place I go I think of you
Every song I sing I sing for you
When I came back
I'll wear your wedding ring
And now the time has come to leave you
one more time
Oh, let me kiss you
then close your eyes
and I'll be in my way
dream about the days to come
when I won't have to be alone
about the time when i won't have to say...
So kiss me and smile for me
tell me that you'll wait for me
hold me like you'll never let me go
'Cause I'm leaving on a jet plane
I don't know when I'll be back again
Oh, babe, I hate to go
Leaving on a jet plane
Chantel Kreviazuk
I'm ready to go
I'm standing here
Outside your door
I hate to wake you up to say goodbye
but the dawn is breaking
It's early morn
The taxi waiting
He's blowing his horn
already I'm so lonesome I could die
So kiss me and smile for me
tell me that you'll wait for me
hold me like you'll never let me go
'Cause I'm leaving on a jet plane.
I don't know when I'll be back again
Oh babe, I hate to go
There's so many times I've let you down
So many times I've played around
I tell you now they don't mean a thing
Every place I go I think of you
Every song I sing I sing for you
When I came back
I'll wear your wedding ring
And now the time has come to leave you
one more time
Oh, let me kiss you
then close your eyes
and I'll be in my way
dream about the days to come
when I won't have to be alone
about the time when i won't have to say...
So kiss me and smile for me
tell me that you'll wait for me
hold me like you'll never let me go
'Cause I'm leaving on a jet plane
I don't know when I'll be back again
Oh, babe, I hate to go
Leaving on a jet plane
Chantel Kreviazuk
quinta-feira, julho 15, 2004
Cenas de um regresso
Oh, Joana isto é do teu tempo?
Hey, tourist do you need a boat?
Agora são senhas de duas viagens!
Mexer no teclado do computador tornou-se uma aventura.
Comes a salada só com o garfo!?
Café a 50 cêntimos...maravilha!!!
Todos os dias faz sol!
É como uma solidão feliz, se é que a solidão pode alguma vez ser feliz.
Hey, tourist do you need a boat?
Agora são senhas de duas viagens!
Mexer no teclado do computador tornou-se uma aventura.
Comes a salada só com o garfo!?
Café a 50 cêntimos...maravilha!!!
Todos os dias faz sol!
É como uma solidão feliz, se é que a solidão pode alguma vez ser feliz.
"... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."
Miguel de Sousa Tavares
Miguel de Sousa Tavares
sexta-feira, julho 09, 2004
Lembro de Miguel Torga escrever que numa aventura o importante é partir e nunca chegar. Aprendi a lançar a rede de pesca e tive a benção do mundo com o que colhi. Parto para Portugal, para as minhas raízes Segunda-feira. Parto. Será sempre partir. Levo quilos de experiência, quilos de estórias, quilos de aventuras que me fizeram acordar. Nas lágrimas que escorregam como um novelo de lã estão nomes ligados a ruas, a imagens, a músicas, a outros nomes, a línguas, a mais nomes, a fotografias, a objectos. Nunca saberei explicar expressões, posições de corpos, lance de olhos, as cores que me envolvem. Estou feliz por ter desenhado este mapa, por ter conquistado esta rota, mas não encontro um porque. Porque a seguir aos porques está um leve passado, povilhado de açucar que já não me pertence.
segunda-feira, julho 05, 2004
sexta-feira, julho 02, 2004
quarta-feira, junho 30, 2004
Portugal - Holanda
No meio de tanto laranja ainda se vê verde e vermelho. Malta, encontro marcado na tasca do costume!...Vai ser bonito, vai!
quarta-feira, junho 23, 2004
Parabéns pai e mãe
O amor é infinito,
O amor é escorregar em anos de sol e chuva, é Estar e Ser,
O amor é corpo e alma ao mesmo tempo,
O amor é a vida de todos os dias, o ar de toda a respiração,
É caminhar no alto das montanhas sem ter medo de vertigens,
É gastar palavras e gestos, é sofrer e rir com vontade,
O amor é a pele que vestimos e o chão, onde caminhamos.
Parabéns pai e mãe pelos vinte e cinco anos de casamento. Por mais uma vez trocarem as alianças. Por provarem ao mundo que amar é possível, que o Amor existe. Obrigada pela minha vida e pela do Gonçalo.
Aos melhores pais do mundo. Aos pais que eu amo. Aos meus pais.
O amor é escorregar em anos de sol e chuva, é Estar e Ser,
O amor é corpo e alma ao mesmo tempo,
O amor é a vida de todos os dias, o ar de toda a respiração,
É caminhar no alto das montanhas sem ter medo de vertigens,
É gastar palavras e gestos, é sofrer e rir com vontade,
O amor é a pele que vestimos e o chão, onde caminhamos.
Parabéns pai e mãe pelos vinte e cinco anos de casamento. Por mais uma vez trocarem as alianças. Por provarem ao mundo que amar é possível, que o Amor existe. Obrigada pela minha vida e pela do Gonçalo.
Aos melhores pais do mundo. Aos pais que eu amo. Aos meus pais.
segunda-feira, junho 21, 2004
Portugal 1 - Espanha 0
Como dizes foi um jogo impróprio para cardíacos, como conclues não se deve entrar em euforias desmedidas. A guerra não acabou! Mas foi muito bonito ver a nossa selecção ganhar a nuestros hermanos, principalmente quando tinha dez hermanos a meu lado!! Vencer é sempre muito bom e vaguear por ruas estrangeiras com o equipamento português e apertarem a mão com felicitações, ainda melhor!
sexta-feira, junho 18, 2004
quarta-feira, junho 16, 2004
Sílvio,
Há sentimentos que o papel não te pode contar por mim. Há palavras que não precisam da caneta ou do som. Porque simplesmente sei que sabes o gostar que carrego de ti e eu sei o gostar que levas de mim. Lembro-te desde o último abraço.
Tua,
Joana
Há sentimentos que o papel não te pode contar por mim. Há palavras que não precisam da caneta ou do som. Porque simplesmente sei que sabes o gostar que carrego de ti e eu sei o gostar que levas de mim. Lembro-te desde o último abraço.
Tua,
Joana
segunda-feira, junho 14, 2004
São muitas as vezes que a sala de computadores mais parece uma discoteca. Por isso, só para fazer birra ligo bem alto o som destas meninas. E ainda ouço: "Could you please put the sound low?". Resposta: Não!
sexta-feira, junho 11, 2004
Euro 2004
No espectáculo mais português a correr a Europa, eu cá estou feita "menina que está de castigo" sentada no canto do quarto escuro. Mas como boa portuguesa e feliz com as festividades, claro que coloquei "pós de perlim pim pim" português na Kiezel (leia-se residência). Ora, o Quim do restaurante (leia-se patrão) lembrou-se e, muito bem de distribuir cachecóis de Portugal á clientela e, também a mim para distribuir pela Kiezel. Assim, Portugal ganhou mais adeptos e até o Guido (a quem eu chamo o tutor da kiezel) colocou o dele no seu pequeno escritório. Preparados os ecrans gigantes, as cervejas e as azeitonas (este pessoal não sabe o que são tremoços), misturem as cores, enlacem as bandeiras, rufem os tambores. Bem-vindo Euro.
P.S. Hey, Malaka...Don't forget to put your scarf, I promess you I'll put the one you gave me. Good luck, but Portugal is going to beat Greece, as yous knowos...:)!!
P.S. Hey, Malaka...Don't forget to put your scarf, I promess you I'll put the one you gave me. Good luck, but Portugal is going to beat Greece, as yous knowos...:)!!
terça-feira, junho 08, 2004
sexta-feira, junho 04, 2004
segunda-feira, maio 31, 2004
sexta-feira, maio 28, 2004
quinta-feira, maio 27, 2004
De repente dei-me conta que a minha vida tem sido despedidas, saudades empacotadas, metidas num saco, prontas a serem relembradas, mas nunca lembradas. Por vezes, sente-se Grande como o mundo, pensa-se que se pode esticar o braço e tocar na lua. Mas basta um pensamento, uma lembrança, um traço de um passado vagabundo para abrir portas á pequenez da raça humana. E quando nos sentimos pequeninos procuramos sempre uma palma da mão, um perfume para agarrar. Mas se só tivermos a nossa palma e o nosso perfume o desafio é maior. Também ninguém me disse que a vida não replica desafios! Pûs tudo na mochila dos desafios, só me esqueci do livro de instruções.
PORTO
Que feliz sou por ser do Porto!
Agora todos que por mim passam gritam Porto e dizem "congratulations"...RRRR...quem me ter estado desse lado a festejar, mas não, estava p'ra aqui com uma lágrima no canto do olho. Hoje festejei com a Maria e com a campanhia da bicicleta!!
Agora todos que por mim passam gritam Porto e dizem "congratulations"...RRRR...quem me ter estado desse lado a festejar, mas não, estava p'ra aqui com uma lágrima no canto do olho. Hoje festejei com a Maria e com a campanhia da bicicleta!!
quarta-feira, maio 26, 2004
terça-feira, maio 25, 2004
Para uma garganta inflamada...
So, tell me, what's wrong with you?
I fell a pain in my throat till my ear!
Let me see...mmmm....
I think it was because of the change of the weather...
Yeah, it's sore throat!!...you need a broxil!!
Excuse me?!?
An antibiotic...Broxil will kill your bug, bactery in your throat!!
?!!!?
I fell a pain in my throat till my ear!
Let me see...mmmm....
I think it was because of the change of the weather...
Yeah, it's sore throat!!...you need a broxil!!
Excuse me?!?
An antibiotic...Broxil will kill your bug, bactery in your throat!!
?!!!?
segunda-feira, maio 24, 2004
Lene-Marie, my danish friend
I would like to say to you all that I coudn't say at the aeroport. It was so hard for me, that I had to make a huge effort to not cry! You left at the same time the spring seems growing up over here and now I have no neighbour to bother, to take coffe, to wake up at the middle of the night!!! Anyway, I'll pretend that I'm Lene, the very strong girl, always quite pratical...So, my friend, all these words to say how much I miss ("saudade") you, how much I appreciate to have you as a friend, how much I care about you!! Lastly, I'm anking to you visited me here or backhome!!...your crasy portuguese girl!!
PS: wo den a tut te?? God...:) (more or less?)/ By the way, after you gone I get ill!!
PS: wo den a tut te?? God...:) (more or less?)/ By the way, after you gone I get ill!!
quarta-feira, maio 19, 2004
sexta-feira, maio 14, 2004
Fonte II, Herberto Helder
As mães são as mais altas coisas
que os filhos criam, porque se colocam na combustão dos filhos, porque
os filhos estão como invasores dentes-de-leão
no terreno das mães.
E as mães são poços de petróleo nas palavras dos
filhos,
e atiram-se, através deles, como jactos
para fora da terra.
E os filhos mergulham em escafandros no interior de muitas águas,
e trazem as mães como polvos embrulhados nas mãos
e na agudeza de toda a sua vida.
E o filho senta-se com a sua mãe á cabeceira da mesa,
e através dele a mãe mexe aqui e ali,
nas chávenas e nos garfos.
E através da mãe o filho pensa
que nenhuma morte é possível e as águas
estão ligadas entre si
por meio da mão dele que toca a cara louca
da mãe que toca a mão pressentida do filho.
E por dentro do amor, até ser possível
amar tudo,
e ser possível tudo ser reencontrado por dentro do
amor.
Para Ti que tudo me dizes, que tudo me dás, que me envolves num amor puro de branco. Porque ontem foi dia 13. Porque ontem foi dia de todas as mães. Foi o dia da minha mãe.
que os filhos criam, porque se colocam na combustão dos filhos, porque
os filhos estão como invasores dentes-de-leão
no terreno das mães.
E as mães são poços de petróleo nas palavras dos
filhos,
e atiram-se, através deles, como jactos
para fora da terra.
E os filhos mergulham em escafandros no interior de muitas águas,
e trazem as mães como polvos embrulhados nas mãos
e na agudeza de toda a sua vida.
E o filho senta-se com a sua mãe á cabeceira da mesa,
e através dele a mãe mexe aqui e ali,
nas chávenas e nos garfos.
E através da mãe o filho pensa
que nenhuma morte é possível e as águas
estão ligadas entre si
por meio da mão dele que toca a cara louca
da mãe que toca a mão pressentida do filho.
E por dentro do amor, até ser possível
amar tudo,
e ser possível tudo ser reencontrado por dentro do
amor.
Para Ti que tudo me dizes, que tudo me dás, que me envolves num amor puro de branco. Porque ontem foi dia 13. Porque ontem foi dia de todas as mães. Foi o dia da minha mãe.
quinta-feira, maio 13, 2004
How you portuguese people say when you become depressive...it's saudade, isn't it??
Isto depois do professor de "Internacional Marketing" me dar uma seca de uma hora e meia e desmarcar o encontro para o dia seguinte. Ainda terminou com esta:
Ok, tomorrow I have nothing to do, but I'll come to school to speak with you, only because you are portuguese.
Isto depois do professor de "Internacional Marketing" me dar uma seca de uma hora e meia e desmarcar o encontro para o dia seguinte. Ainda terminou com esta:
Ok, tomorrow I have nothing to do, but I'll come to school to speak with you, only because you are portuguese.
O espectáculo da Eurovisão foi normal no que respeita a canções, apresentação, Portugal em último lugal e afins. Mas, confesso que foi super divertido vivê-lo no meio de finlândeses que levam a sério o festival e pontuam os países, com uma norueguesa que achou o vestido português muito espanhol (o que concordo), gozar os gregos pelo cantor muito "bonito" que os representou e o jantar que a minha irmã espanhola preparou para mim. Oportunidades únicas.
quarta-feira, maio 12, 2004
Encontrei a Sara no messenger, como quem encontra uma rosa num quintal. A minha amiga Sara estava a escorregar em saudade. Mais do que ver, senti. Não te preocupes, quando entras em casa, se fizeste a cama antes de sair de manhã, vais encontra-la feita quando regressares. O tempo é o amigo perfeito para caminhar.
terça-feira, maio 11, 2004
Sempre olhei para a palavra "evolução" com olhos futuros, mas lembro perfeitamente do meu professor de Geografia me lembrar que evolução pode ter um carácter negativo. Não sei porquê aprendi que não quero o que já tive, quero mais do que tenho, quero a vida como uma pétala a exagerar perfumes, a acumular primaveras.
quinta-feira, maio 06, 2004
O Porto nunca me desilude
Eu podia estar no Porto vestida de azul e branco a festejar a vitória do FCP contra o Deportivo, mas não, estava com espanhóis "enfadados y jodidos"...o que devo confessar foi bem melhor!!
segunda-feira, maio 03, 2004
Hoje vasculhei o meu planeta. Acordei os embondeiros, soprei no pó e li o que precisava de ler:
É preciso não esquecer que há acordares diferentes (02 de Agosto de 2003).
Só tenho medo de ver o mundo e ele não me ver.
É preciso não esquecer que há acordares diferentes (02 de Agosto de 2003).
Só tenho medo de ver o mundo e ele não me ver.
quinta-feira, abril 29, 2004
quinta-feira, abril 22, 2004
Portugal...
Desde há três meses que não via televisão portuguesa, porque na residência, onde vivo, existem todos os canais internacionais com a excepção dos portugueses. Tive Segunda-feira a oportunidade de assistir ao Jornal da Tarde na RTP1 na casa de uma amiga portuguesa que trabalha comigo. Fiquei fascinada com as mudanças na apresentação do jornal! A SIC continua igual, os títulos principais não mudam: "Mulher pede divórcio após saber que o marido toma viagra". Não foi isto que me fez ficar perplexa, mas ver a publicidade bem feita, bem conseguida que fizeram para o Euro 2004. Parabéns! Mas, então a publicidade na Europa, nos outros países que supostamente iremos receber. Deste lado não há alusão ao Euro. Vi no centro de Amesterdão, uma única vez, num único dia, um único cartaz a promover o Euro em Portugal.
A Maria, uma amiga enviou-me este artigo publicado no "Público" o ano passado, é longo, mas diz tudo.
Europe's West Coast
"O turismo é único modo do país ganhar algum dinheiro a curto e médio prazo. Disse-o Cavaco Silva no princípio do ano, dizem-no economistas, consultores e especialistas. Já menos consensual será o caminho a seguir. O ICEP resolveu aproveitar as guerras e epidemias que graçam o mundo para atrair o turista, promovendo uma campanha que diz "Take a break from the rest of the world". Ora porque a mim estas me parecem más ideias, resolvi propor outra.
Para começar há que ter em conta que o turismo português e Portugal, não sendo entidades separadas, não devem ser tratadas como tal. Quando se remata a oferta turística com a sugestão "Take a break from the rest of the world" não está apenas a dizer-se que no Algarve há paz, que o interior é pacífico ou que a Madeira é um oásis livre de guerras. O que se diz também é que Portugal é um país à margem, longe dos grandes acontecimentos e por isso óptimo para passar uns dias de descanso. O que sendo bom para os tais dias de descanso, não é para a ideia com que se fica de Portugal.
Será que um país à margem, longe de tudo e de todos, sem cosmopolitismo, sem mundo, parado, é o que os portugueses e o Governo querem? Será isto bom para o investimento e exportações, para os criadores e criações portuguesas e para a afirmação de Portugal no mundo?
Claro que as perguntas são retóricas. Claro que quando o primeiro-ministro disponibiliza os Açores para a cimeira da guerra, está a juntar Portugal ao mundo. Claro que quando se organiza o Euro 2004, não se está à margem do mundo mas é-se, na altura, o próprio mundo. Por isso Portugal não pode, nem deve dizer "Take a brake from the rest of the world". Se "um país à margem" é o benefício que o turista procura e Portugal escolhe como estratégia não o desiludir, então estaremos a condenar Portugal a colónia de férias e os portugueses a empregados de hotelaria.
(Não é a primeira vez que tal é feito. A campanha anterior, "Warm by Nature", baseada na proverbial simpatia do nativo, reflecte também a ideia do português como serviçal de hotelaria).
O turismo português não é isolável de Portugal. A nossa oferta turística afecta a imagem do país, todos os conceitos e preconceitos com que nos definem, contaminam a nossa oferta, seja ela turística, comercial ou cultural. Conceitos e preconceitos que, por muito que nos custe admitir, não são os melhores. Para o consumidor estrangeiro ideias de modernidade, desenvolvimento, cosmopolitismo e cultura não moram cá. Em França a ideia geral é de que os portugueses são fiáveis e por isso bons porteiros e mulheres-a-dias. Na Suíça pessoas discretas e apagadas e como tal bons criados de mesa. Em Espanha parecidos com eles mas mais pobres e menos desenvolvidos (os espanhóis pensam de nós o que nós pensamos dos marroquinos). Em Inglaterra somos um simpático país do Sul onde felizmente ainda se encontram carroças e pastores ("peasants" é o termo usado e equivale ao nosso bimbo). Enquanto o estrangeiro nos vir como "peasants" com Algarve, sol e mar, de nada servirá vender outros produtos turísticos pois eles só os comprarão em saldo. Há que tentar, antes, reposicionar Portugal e mudar a fama que o país tem de modo a que os seus produtos possam ser vistos com outros olhos e, por isso, vendidos a outro preço.
Ora como é que se muda a fama? Em primeiro lugar, mudando o país. Tarefa que está longe de ser a do marketing e da comunicação. Acontece porém que o país já mudou, talvez não tanto como todos gostaríamos, mas mudou mais do que a percepção que dele têm os estrangeiros.
Em segundo lugar, muda-se a percepção do país. Substitui-se "o filtro" através do qual o estrangeiro nos vê para que ele se dê conta que este país não é o que ele pensava. Este é papel para a comunicação e o turismo um dos melhores instrumentos para o fazer.
Portugal é considerado na Europa, país do Sul, como a Espanha, a Itália e a Grécia. Ora o Sul é precisamente o "filtro" que precisa ser substituído. Para perceber melhor, vejamos as boas e más coisas do Sul. Sem ser exaustivo, digamos que o Sul tem bom tempo, calor, gente simpática, boa comida, paz, esplanadas e dolce farniente; e tem subdesenvolvimento, gente pobre e iliterada, corrupção e os indicadores estatísticos de miséria.
O que é bom, Portugal tem mais ou menos tudo o que tem o Sul mas nunca melhor. Sempre igual ou pior: basta comparar o Mediterrâneo quente e calmo, ao nosso mar frio e turbulento, as noites quente e húmidas, às nossas nortadas. Quer queiramos quer não Portugal não é um país mediterrânico. É um país tipo mediterrâneo (do mesmo modo que algum queijo é tipo serra) e, se insistirmos em imitar, perdemos.
Já as coisas más tendem a ser percepcionadas como igualmente más ou piores. Estando mais longe e afastados do centro, não sendo país de grande notoriedade, as pessoas tendem a acreditar que o mau é pior. O desconhecido é-o sempre. Mas ainda que o nosso Sul fosse melhor que o Sul dos outros, que a nossa arquitectura, cozinha, clima, mar, gente, infraestruturas, vinho, museus, noite fossem melhores que os da França, Espanha, Itália e Grécia, ainda assim, a ideia de ser do Sul será sempre má pois estamos competindo não por sermos diferentes, mas por sermos iguais. Quando assim é só há uma estratégia de comunicação: a do dinheiro. Quem falar mais alto ganha. Ora dinheiro, como todos sabemos, é coisa que não abunda nem abundará.
Lê-se no título de um famoso livro de marketing "Differentiate or die". É o que há a fazer. Criar uma categoria só para nós, que faça sentido para Portugal, para a nossa oferta e para o consumidor. Uma categoria onde os outros não possam concorrer. Temos que sair do Sul. Coisa que, parecendo difícil, não é: se olharmos o mapa da Europa, vemos Portugal a Sul mas também a Oeste. Escolhamos então o Oeste pois foi este o sítio que a História nos destinou. Esta Ocidental Praia Lusitana é também uma Ocidental Praia Europeia. O que proponho então como "novo filtro" é o West e a solução comunicar Portugal como a Europe's West Coast.
O que é que ganhamos com isto? Uma poderosíssima rede de associações que induzirá o estrangeiro a reavaliar o país. Uma reavaliação benéfica, muito para além do turismo embora este seja o primeiro a beneficiar com o reposicionamento. É que Europe's West Coast trás consigo todo um imaginário relacionado com a West Coast americana, compatível com as percepções boas do Sul. A praia, a vida colorida, o surf, as esplanadas, a tolerância e os estilos de vida alternativos, o tempo ameno, o sol que se põe no mar, o golf. Na Europe's West Coast os benefícios do Sul já vêm incluídos mas o conceito traz mais. Traz associações "aspiracionais" - Hollywood ou Silicon Valley, por exemplo - que sem nada termos que fazer contaminam o conceito positivamente, tornando-o mais glamouroso e mais cosmopolita. Depois há as pontes e colinas de Lisboa e S. Francisco, o Vale do Douro e o Napa Valley, a aridez da Baja Californiana e o nosso Alentejo, coincidências felizes que é só aproveitar.
O West é também um lugar mítico, um lugar de sonhos onde a terra "desagua" no mar, para onde se vai mudar de vida. Por fim, de um ponto de vista político, o West tem sido sinónimo de desenvolvimento e democracia. Ao sermos West beneficiamos destas associações e saímos do Sul.
Mas o conceito tem outro ângulo que o torna mais poderoso: Europe. Não somos uma West Coast qualquer, uma West Coast de imitação: somos a Europe's West Coast. Faz acreditar que todas estas associações são temperadas com história, civilização, "cachê". A mesma história e civilização que ajudámos a construir saindo para... West.
Ao reposicionar Portugal como a Europe's West Coast criamos para europeus e americanos um novo lugar no mundo, uma nova e desconhecida realidade que é o novo Portugal. E criar uma boa novidade é sempre boa estratégia de marketing. Uma novidade que ajudará europeus a fazer outra ideia de Portugal e americanos a descobrir, não o velho West, mas o velhíssimo West que é o da Europa e que eles nem sabiam existir.
É esta a ideia. Uma ideia afirmativa de que não somos aquilo que os outros querem, mas sim o que queremos ser. Somos a Europe's West Coast. A mim parece-me boa ideia."
A Maria, uma amiga enviou-me este artigo publicado no "Público" o ano passado, é longo, mas diz tudo.
Europe's West Coast
"O turismo é único modo do país ganhar algum dinheiro a curto e médio prazo. Disse-o Cavaco Silva no princípio do ano, dizem-no economistas, consultores e especialistas. Já menos consensual será o caminho a seguir. O ICEP resolveu aproveitar as guerras e epidemias que graçam o mundo para atrair o turista, promovendo uma campanha que diz "Take a break from the rest of the world". Ora porque a mim estas me parecem más ideias, resolvi propor outra.
Para começar há que ter em conta que o turismo português e Portugal, não sendo entidades separadas, não devem ser tratadas como tal. Quando se remata a oferta turística com a sugestão "Take a break from the rest of the world" não está apenas a dizer-se que no Algarve há paz, que o interior é pacífico ou que a Madeira é um oásis livre de guerras. O que se diz também é que Portugal é um país à margem, longe dos grandes acontecimentos e por isso óptimo para passar uns dias de descanso. O que sendo bom para os tais dias de descanso, não é para a ideia com que se fica de Portugal.
Será que um país à margem, longe de tudo e de todos, sem cosmopolitismo, sem mundo, parado, é o que os portugueses e o Governo querem? Será isto bom para o investimento e exportações, para os criadores e criações portuguesas e para a afirmação de Portugal no mundo?
Claro que as perguntas são retóricas. Claro que quando o primeiro-ministro disponibiliza os Açores para a cimeira da guerra, está a juntar Portugal ao mundo. Claro que quando se organiza o Euro 2004, não se está à margem do mundo mas é-se, na altura, o próprio mundo. Por isso Portugal não pode, nem deve dizer "Take a brake from the rest of the world". Se "um país à margem" é o benefício que o turista procura e Portugal escolhe como estratégia não o desiludir, então estaremos a condenar Portugal a colónia de férias e os portugueses a empregados de hotelaria.
(Não é a primeira vez que tal é feito. A campanha anterior, "Warm by Nature", baseada na proverbial simpatia do nativo, reflecte também a ideia do português como serviçal de hotelaria).
O turismo português não é isolável de Portugal. A nossa oferta turística afecta a imagem do país, todos os conceitos e preconceitos com que nos definem, contaminam a nossa oferta, seja ela turística, comercial ou cultural. Conceitos e preconceitos que, por muito que nos custe admitir, não são os melhores. Para o consumidor estrangeiro ideias de modernidade, desenvolvimento, cosmopolitismo e cultura não moram cá. Em França a ideia geral é de que os portugueses são fiáveis e por isso bons porteiros e mulheres-a-dias. Na Suíça pessoas discretas e apagadas e como tal bons criados de mesa. Em Espanha parecidos com eles mas mais pobres e menos desenvolvidos (os espanhóis pensam de nós o que nós pensamos dos marroquinos). Em Inglaterra somos um simpático país do Sul onde felizmente ainda se encontram carroças e pastores ("peasants" é o termo usado e equivale ao nosso bimbo). Enquanto o estrangeiro nos vir como "peasants" com Algarve, sol e mar, de nada servirá vender outros produtos turísticos pois eles só os comprarão em saldo. Há que tentar, antes, reposicionar Portugal e mudar a fama que o país tem de modo a que os seus produtos possam ser vistos com outros olhos e, por isso, vendidos a outro preço.
Ora como é que se muda a fama? Em primeiro lugar, mudando o país. Tarefa que está longe de ser a do marketing e da comunicação. Acontece porém que o país já mudou, talvez não tanto como todos gostaríamos, mas mudou mais do que a percepção que dele têm os estrangeiros.
Em segundo lugar, muda-se a percepção do país. Substitui-se "o filtro" através do qual o estrangeiro nos vê para que ele se dê conta que este país não é o que ele pensava. Este é papel para a comunicação e o turismo um dos melhores instrumentos para o fazer.
Portugal é considerado na Europa, país do Sul, como a Espanha, a Itália e a Grécia. Ora o Sul é precisamente o "filtro" que precisa ser substituído. Para perceber melhor, vejamos as boas e más coisas do Sul. Sem ser exaustivo, digamos que o Sul tem bom tempo, calor, gente simpática, boa comida, paz, esplanadas e dolce farniente; e tem subdesenvolvimento, gente pobre e iliterada, corrupção e os indicadores estatísticos de miséria.
O que é bom, Portugal tem mais ou menos tudo o que tem o Sul mas nunca melhor. Sempre igual ou pior: basta comparar o Mediterrâneo quente e calmo, ao nosso mar frio e turbulento, as noites quente e húmidas, às nossas nortadas. Quer queiramos quer não Portugal não é um país mediterrânico. É um país tipo mediterrâneo (do mesmo modo que algum queijo é tipo serra) e, se insistirmos em imitar, perdemos.
Já as coisas más tendem a ser percepcionadas como igualmente más ou piores. Estando mais longe e afastados do centro, não sendo país de grande notoriedade, as pessoas tendem a acreditar que o mau é pior. O desconhecido é-o sempre. Mas ainda que o nosso Sul fosse melhor que o Sul dos outros, que a nossa arquitectura, cozinha, clima, mar, gente, infraestruturas, vinho, museus, noite fossem melhores que os da França, Espanha, Itália e Grécia, ainda assim, a ideia de ser do Sul será sempre má pois estamos competindo não por sermos diferentes, mas por sermos iguais. Quando assim é só há uma estratégia de comunicação: a do dinheiro. Quem falar mais alto ganha. Ora dinheiro, como todos sabemos, é coisa que não abunda nem abundará.
Lê-se no título de um famoso livro de marketing "Differentiate or die". É o que há a fazer. Criar uma categoria só para nós, que faça sentido para Portugal, para a nossa oferta e para o consumidor. Uma categoria onde os outros não possam concorrer. Temos que sair do Sul. Coisa que, parecendo difícil, não é: se olharmos o mapa da Europa, vemos Portugal a Sul mas também a Oeste. Escolhamos então o Oeste pois foi este o sítio que a História nos destinou. Esta Ocidental Praia Lusitana é também uma Ocidental Praia Europeia. O que proponho então como "novo filtro" é o West e a solução comunicar Portugal como a Europe's West Coast.
O que é que ganhamos com isto? Uma poderosíssima rede de associações que induzirá o estrangeiro a reavaliar o país. Uma reavaliação benéfica, muito para além do turismo embora este seja o primeiro a beneficiar com o reposicionamento. É que Europe's West Coast trás consigo todo um imaginário relacionado com a West Coast americana, compatível com as percepções boas do Sul. A praia, a vida colorida, o surf, as esplanadas, a tolerância e os estilos de vida alternativos, o tempo ameno, o sol que se põe no mar, o golf. Na Europe's West Coast os benefícios do Sul já vêm incluídos mas o conceito traz mais. Traz associações "aspiracionais" - Hollywood ou Silicon Valley, por exemplo - que sem nada termos que fazer contaminam o conceito positivamente, tornando-o mais glamouroso e mais cosmopolita. Depois há as pontes e colinas de Lisboa e S. Francisco, o Vale do Douro e o Napa Valley, a aridez da Baja Californiana e o nosso Alentejo, coincidências felizes que é só aproveitar.
O West é também um lugar mítico, um lugar de sonhos onde a terra "desagua" no mar, para onde se vai mudar de vida. Por fim, de um ponto de vista político, o West tem sido sinónimo de desenvolvimento e democracia. Ao sermos West beneficiamos destas associações e saímos do Sul.
Mas o conceito tem outro ângulo que o torna mais poderoso: Europe. Não somos uma West Coast qualquer, uma West Coast de imitação: somos a Europe's West Coast. Faz acreditar que todas estas associações são temperadas com história, civilização, "cachê". A mesma história e civilização que ajudámos a construir saindo para... West.
Ao reposicionar Portugal como a Europe's West Coast criamos para europeus e americanos um novo lugar no mundo, uma nova e desconhecida realidade que é o novo Portugal. E criar uma boa novidade é sempre boa estratégia de marketing. Uma novidade que ajudará europeus a fazer outra ideia de Portugal e americanos a descobrir, não o velho West, mas o velhíssimo West que é o da Europa e que eles nem sabiam existir.
É esta a ideia. Uma ideia afirmativa de que não somos aquilo que os outros querem, mas sim o que queremos ser. Somos a Europe's West Coast. A mim parece-me boa ideia."
quarta-feira, abril 14, 2004
O pastel de nata
O pastel de nata nunca seria assunto para um post se estivesse em Portugal. Aliás, o pastel de nata nunca estaria afiado nos meus dedos pronto para ser impresso. É absolutamente incrível os nadas de Portugal se tornarem tudos na Holanda! Trabalhar num restaurante português tem um ponto muito positivo - como pratos portugueses. E aquele pastel de nata que tantas vezes conduzo para a mesa absorvido em segundos foi divinal.
P.S. A novela do restaurante vai ser contada detalhadamente no próximo dia deste planeta!
P.S. A novela do restaurante vai ser contada detalhadamente no próximo dia deste planeta!
A minha Páscoa
Lembro do ano passado, o almoço em família, a tarde perguiçosa, o compasso sob flores até á porta de casa! A ponte de saudade é inegável, mas tudo se afaga com novos sabores e novas cores. No ano que vem hei-de lembrar a tarde fria passada no Vondel Park com ovos pintados escondidos no parque, com a bola e o disco, os bolinhos e o sumo de maracujá e uma família feliz! O frio do final de tarde foi aquecido no "Abraxas", um coffeshop com uns lindos arranjos de cannabis e para terminar esta Páscoa, na tela também fica gravado o chocolate quente que é repetível.
P.S. Os lindos arranjos de cannabis são mesmo arranjos que se encontram numa montra. Pai, mãe não lhes toquei!
P.S. Os lindos arranjos de cannabis são mesmo arranjos que se encontram numa montra. Pai, mãe não lhes toquei!
sexta-feira, abril 09, 2004
segunda-feira, abril 05, 2004
Eu, a Isabel, o Pedro e os sete euros...
Era uma vez, os três porquinhos e o lobo mau. Os três porquinhos estavam felizes pelas aventuras passadas na florestas de Amsterdam!! Certa noite roubados pelo tempo e ansiosos pela noite decidiram entrar na carruagem até á floresta sem bilhete. Um dos porquinhos disse: "Não há problema, entramos e vamos ter com o 'pica' (esta palavra é uma delícia) explicamos que escorregamos no relógio e pagamos o bilhete". Os outros dois porquinhos concordaram que a honestidade é o melhor caminho. Foi, então que os três porquinhos deram de caras com o lobo mau. Um dos porquinhos mostrou uma nota de dez euros para pagar os três bilhetes, mas o lobo mau explodiu: "Se querem comprar bilhete dentro da carruagem são sete euros cada um e não quero saber de mas". Os três porquinhos ainda tentaram explicar que..., mas o lobo mau tinha tamanho bafo que foi impossível explicar fosse o que fosse!! No final, como todo o bom holandês, o lobo mau sussurou um "Alstublieft"!! Como era um de Abril, um dos porquinhos imaginou que fosse uma brincadeira, e que o "pica" iria aparecer com um chapéu de cone, todo colorido e a cantar: Um de Abril, Um de Abril. Isto não aconteceu, mas como escreveu um dos porquinhos: "Bons momentos não se comparam a sete euros".
Num coffeshop...
I'd like a strawberryshake, please!!
Your ID, please...
???
Take this as a complement!!
Your ID, please...
???
Take this as a complement!!
quinta-feira, abril 01, 2004
quarta-feira, março 31, 2004
"Quem avançar sem medo vencerá no final"
Saborear o sabor da felicidade, mesmo que seja por cinco minutos, é absolutamente delicioso. Não quero saber do cinzento atrás do azul. Interessa-me somente dizer que vivo o azul, que o absorvo como um bébe na fase de amamentação. Vale apena olhar de frente o sol, mesmo que isso signifique ferir os olhos.
terça-feira, março 30, 2004
Obrigada Amigo.
Esta senhora que ouvem conhecia cá (Amesterdão) nos primeiros dias de, como direi, de socialização! Por vezes janto com ela, rio com ela, e ela pinta o ar do meu quarto, como já pintou a minha estória por estas bandas. Por isso, cá está a dizer-vos "salut".
Esta senhora que ouvem conhecia cá (Amesterdão) nos primeiros dias de, como direi, de socialização! Por vezes janto com ela, rio com ela, e ela pinta o ar do meu quarto, como já pintou a minha estória por estas bandas. Por isso, cá está a dizer-vos "salut".
Humpty Dumpty sat in a wall
Humpty Dumpty had a great fall
With all the king's horses and all the king's men
Could put Humpty together again.
Isto numa aula acerca de diferentes pontos de vista que correm dentro de uma empresa. Se fosse no semestre passado era mais: As empresas têm diferentes pontos de vista assumidos pelos diferentes lugares na hierarquia (blá blá).
Humpty Dumpty had a great fall
With all the king's horses and all the king's men
Could put Humpty together again.
Isto numa aula acerca de diferentes pontos de vista que correm dentro de uma empresa. Se fosse no semestre passado era mais: As empresas têm diferentes pontos de vista assumidos pelos diferentes lugares na hierarquia (blá blá).
sábado, março 27, 2004
Pronto. Depois de muitos e-mails a questionarem se, por acaso já arranjei algum holandês por aqui, desmistifico o mistério: Meus amigos, vocês gostavam de ver esta vossa linda amiga com um "traste" de dois metros, com uma pala do mesmo tamanho, muito louro, um casaco ao xadrez colorido e uns sapatinhos clássicos que ficavam bem com tudo, menos naquela roupa...não, pois não? É claro que há excepções...
O que é que será mais estranho...
a minha escola ter um cabeleireiro ou a minha turma não ter nenhum holandês?
sexta-feira, março 26, 2004
Como estas meninas dizem, abrir a caixa do correio todas as manhãs antes de qualquer tarefa do dia, é um gesto que nunca falha. De certo, estamos sempre á espera de uma carta, de palavras que, por momentos são abraços e carinhos daqueles que nos amam e estão longe. Ontem, recebi uma carta do F. onde li verdades presentes e futuras. No envelope também estavam CD's de música portuguesa, como Madredeus, Sérgio Godinho e Caetano Veloso que encantou diferentes culturas.
De facto, F. esta é linda e é para todos nós:
"Coisas pequenas são coisas pequenas
São tudo o que te quero dar
e estas palavras são coisas pequenas que dizem que te quero amar
Amar, amar, amar
Só vale a pena se quiseres confirmar
Que um grande amor não é coisa pequena
Que não há maior que amar
E a hora que te espreita é só tua
De certo não será só a que resta
A hora que esperei a vida toda
É esta...é esta
E a hora que te espreita é verdadeira
De certo já bateu á tua porta
A hora que esperas-te a vida inteira
É agora...é agora".
Madredeus, Coisas pequenas
De facto, F. esta é linda e é para todos nós:
"Coisas pequenas são coisas pequenas
São tudo o que te quero dar
e estas palavras são coisas pequenas que dizem que te quero amar
Amar, amar, amar
Só vale a pena se quiseres confirmar
Que um grande amor não é coisa pequena
Que não há maior que amar
E a hora que te espreita é só tua
De certo não será só a que resta
A hora que esperei a vida toda
É esta...é esta
E a hora que te espreita é verdadeira
De certo já bateu á tua porta
A hora que esperas-te a vida inteira
É agora...é agora".
Madredeus, Coisas pequenas
quinta-feira, março 25, 2004
Porto
Um dia o discreto e simples Eugénio de Andrade escreveu e declamou aos céus o ensejo de levar para uma outra vida a imagem do Porto antigo, velho e clássico com aquelas gaivotas que fazem vento na cidade. Não consigo esconder a alegria que sinto quando a senhora que vende pão me fala da ponte D. Luiz e quando ensaia um "obrigada" sempre que lhe entrego as moedas pelo "molete". Quando os rapazes me dão os parabéns pela excelente "team" que dá mérito ao Porto. Quando pelo meio das noites, que roubam manhãs apreciam o Vinho do Porto. E quando num abraço profundo anseiam pelo Verão para conhecer a minha cidade mágica. Onde quer que estejamos há sempre uma corda de raízes, assim como um trapezista que baila preso pelo ar.
quarta-feira, março 24, 2004
segunda-feira, março 22, 2004
Estamos em 1384
Devo dizer que no passado Sábado pûs os pezinhos em 1384 de acordo com o calendário iraniano. De facto, no mundo tudo é relativo!!
sábado, março 20, 2004
Pai
Ontem foi Dia do Pai em Portugal, é que pelos vistos a data muda de país para país. Pensava eu que era igual, pelo menos na maioria dos países (santa inocência!). Então, eu muito decidida lá disse "hoje é o Dia do Pai" e o pessoal achou que eu estava com uns copitos a mais. Seja Dia do Pai ou não, amo-te todos os dias!! Espero que tenhas gostado da surpresa!!
"Ele há cada uma"
Os meus queridos pais enviam-me uma encomenda de Portugal, eu não estou na residência e ela fica no gabinete do Guido, o nosso "tutor". E, eu que remédio tenho de apreciá-la como amor platónico de nariz colado no vidro e esperar que chegue segunda-feira. Como dizem os meus amigos franceses...ulala!!
quinta-feira, março 18, 2004
I had a blast!!...and in the end a brain fart!!!
Bélgica. Antuérpia, Brugge, Gant, Bruxelas. Quatro dias. Dois Canadianos, uma portuguesa.
Eric: One more picture, ohhh!! Amazing...uau....let me see the map!! Apresento-vos o MP (map-picture)!!
Gunjan: Let's stop for a coffe ou CHOCOLATE!!!! Apresento-vos a CC (coffe-chocolate)!!
Joana: "You have to excuse me, I am not at my best, I"m been gone for a week, I"m been drink since I left, This so called vancation, Soon will be my death, I"m sick of the drink, I need a home for a rest...take me home!!! Perky Gril (PG)!!
You canadian people are the best singing portuguese drinkin song!!!
No diário gravo memórias, das quais já sinto saudade. Desta viagem, a tinta azul sujou as páginas em branco com o porto de Antuérpia, a catedral magnífica que se descobria a cada esquina, o "ristorante" italiano, a portuguesa que encontrei, o castelo, o pôr do sol borratado por um navio. De Brugge jamais esquecerei aquelas casinhas pequeninas, a catedral que me fez ver toda a cidade, a pousada com o bar, a noite calma, o Bar pintado de lua, o chocolate e os cavalos. De Gant soube a história pelo castelo e a vida pelos canais. Em Bruxelas o vinho do Porto sujou-me a garganta e senti um imperialismo muito europeu, o Royal Army Museam proporcionou-me um encontro com um casal português e os jardins nunca mais serão proibidos!
Vou voltar.
Eric: One more picture, ohhh!! Amazing...uau....let me see the map!! Apresento-vos o MP (map-picture)!!
Gunjan: Let's stop for a coffe ou CHOCOLATE!!!! Apresento-vos a CC (coffe-chocolate)!!
Joana: "You have to excuse me, I am not at my best, I"m been gone for a week, I"m been drink since I left, This so called vancation, Soon will be my death, I"m sick of the drink, I need a home for a rest...take me home!!! Perky Gril (PG)!!
You canadian people are the best singing portuguese drinkin song!!!
No diário gravo memórias, das quais já sinto saudade. Desta viagem, a tinta azul sujou as páginas em branco com o porto de Antuérpia, a catedral magnífica que se descobria a cada esquina, o "ristorante" italiano, a portuguesa que encontrei, o castelo, o pôr do sol borratado por um navio. De Brugge jamais esquecerei aquelas casinhas pequeninas, a catedral que me fez ver toda a cidade, a pousada com o bar, a noite calma, o Bar pintado de lua, o chocolate e os cavalos. De Gant soube a história pelo castelo e a vida pelos canais. Em Bruxelas o vinho do Porto sujou-me a garganta e senti um imperialismo muito europeu, o Royal Army Museam proporcionou-me um encontro com um casal português e os jardins nunca mais serão proibidos!
Vou voltar.
Circu du Soleil...
Podia dizer que gostei mais dos palhaços, ou da criança chinesa pendente por uma mão, ou do casal que dançava, romanticamente no ar, ou da surpresa do homem do público, ou do tecto disfarçado de noite, ou dos dragões, ou da música ao vivo com violinos, ou das danças que caracterizam todo o mundo. Mas prefiro dizer que gostei de todo o espectáculo, que é nada mais, nada menos um dos circos mais famosos do mundo, corre cidades e une as mãos das bandeiras. Incrível, como os posts mudam. Vejo um mundo com dois palcos. Num a esperança, no outro...
segunda-feira, março 01, 2004
Milan Kundera...
Os pássaros do acaso voam sobre os nossos ombros... um sorriso basta para te agradecer as palavras que me enviaste!
Lembro-me enquanto criança ler, insaciavelmente um conto de fadas. As fadas viviam numa caixa de correio e eu pensava, "mas o que é que uma caixa de correio tem de especial para acolher fadas??". Agora sei a resposta.
Lembro-me enquanto criança ler, insaciavelmente um conto de fadas. As fadas viviam numa caixa de correio e eu pensava, "mas o que é que uma caixa de correio tem de especial para acolher fadas??". Agora sei a resposta.
sexta-feira, fevereiro 27, 2004
segunda-feira, fevereiro 23, 2004
quarta-feira, fevereiro 18, 2004
Para ti...
Não te conheço, mas espreito-te, na mesma proporção que tu a mim. Pedaços de estórias, trapos de vida que vão caindo da boca e nos fazem caminhar nas linhas da mão. Penso que foi um atrevimento dizer que tenho uma resposta. De facto, não a tenho. Um dia ouvi dizer que quando as respostas aparecem, todas as perguntas mudam. Já te imagino, sempre muito "contento", a dizer "what a fuck!". Por isso, não é uma resposta para ser gravada numa pedra (como todas não o são), mas é uma resposta à pergunta que nao soube responder no segundo pedido!
Sim, é verdade que todos achamos a morte uma tragédia. Sim, que é uma injustiça morrer. Sim, é um drama. Mas, desde que cruzei os olhos com as palavras de Neale Donald Walsh e as suas Conversas com Deus que compreendi o quão desfasado está o pensamento. Talvez seja a altura de lançarmos um não. Não, não é uma tragédia ou um drama ou uma injustiça. "Durante toda a tua vida julgas que és o teu corpo. É na altura da morte que se descobre Quem Realmente És", diz Deus ao autor e a todos nós. A alma é o tudo de nós, o oxigénio e a almofada para dormir, a liberdade e os sonhos a criar. Quando um corpo morre, a alma liberta-se, segue o seu caminho e tem oportunidade para uma nova demanda. A alma voa, evolui, a fim de responder ao seu conteúdo mais puro.
Somos corpo, mente e alma, mas é bom que nos lembremos sempre desse trinómio no banho matinal para que sejamos felizes.
Sim, é verdade que todos achamos a morte uma tragédia. Sim, que é uma injustiça morrer. Sim, é um drama. Mas, desde que cruzei os olhos com as palavras de Neale Donald Walsh e as suas Conversas com Deus que compreendi o quão desfasado está o pensamento. Talvez seja a altura de lançarmos um não. Não, não é uma tragédia ou um drama ou uma injustiça. "Durante toda a tua vida julgas que és o teu corpo. É na altura da morte que se descobre Quem Realmente És", diz Deus ao autor e a todos nós. A alma é o tudo de nós, o oxigénio e a almofada para dormir, a liberdade e os sonhos a criar. Quando um corpo morre, a alma liberta-se, segue o seu caminho e tem oportunidade para uma nova demanda. A alma voa, evolui, a fim de responder ao seu conteúdo mais puro.
Somos corpo, mente e alma, mas é bom que nos lembremos sempre desse trinómio no banho matinal para que sejamos felizes.
terça-feira, fevereiro 17, 2004
segunda-feira, fevereiro 16, 2004
quarta-feira, fevereiro 11, 2004
Gosto de sentir este vento da saudade a entrar pelo peito sem pedir licença. Gosto de ouvir a voz do novo a sussurar no ouvido. Gosto de caminhar sobre o novo piso. Gosto de ser olhada pelas novas paredes. Gosto de tocar neste novo perfume. Gosto desta água que me envolve. Gosto da atmosfera. Gosto da manhã. Gosto de estender as asas. Gosto.
sexta-feira, fevereiro 06, 2004
Todos os portugueses passam por isto...
a chinese boy: Where you came from??
Portugal
a chinese boy: Oh, in South America...
Menino vai estudar geografia!!!
Portugal
a chinese boy: Oh, in South America...
Menino vai estudar geografia!!!
quarta-feira, fevereiro 04, 2004
terça-feira, fevereiro 03, 2004
Good Morning Amsterdam
Estes dias sou uma pena a voar no ar sem saber muito bem onde ira pousar. E bom tocar no desconhecido, se este se apresentar como um porto seguro! Sim, ha uma Mao a segurar-me, uma Mao com um pouco de todos vos que me seguem! Estou a escavar o meu caminho da melhor maneira, ja que nao ha tempo para esbocos. Obrigada por acordarem comigo todos os dias! E que bom sentir este abraco da vida!
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