um weblog sobre literatura, viagens, momentos, poesia, sobretudo, sobre a vida. enfim, um weblog com histórias dentro.

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Foi muito bom rever-te naquele pequeno momento. E, claro, aos outros dois tugas.

terça-feira, novembro 29, 2005









[texto deliberadamente censurado]

segunda-feira, novembro 28, 2005

O morno arde tanto quanto o quente. Pica e mata. Cobre de dor. Azeda paciencias. Prefiro sentir calor ou sentir frio. O morno esquece almas, refugios, cores e passarolas voadoras.

sexta-feira, novembro 25, 2005

Primeira lição

een zakdoek(en)
een jongen(s)
een meisje(s)
een das(sen)
een huis(zen)
een podlood(en)
een handtas(sen)
een gordijn(en)
(...)

dit is; dit zijn
dat is; dat zijn

[Ai senhores, onde é que me fui meter]

quarta-feira, novembro 23, 2005

Ou eu tenho cuidado, ou este weblog passa a ser um vegetal: Verde e meio do avesso.

terça-feira, novembro 22, 2005

À procura de quarto

[conversa entre emigrante português - João- em Amesterdão que aluga quarto e a Joana]

João: Ó pá..tás a ver..o quarto é pequeno, mas...tás a ver...a casa tá equipada...tás a ver....
Joana: Então, eu podia passar por ai mais tarde para ver o sítio e a casa!
João: Tás a ver....é como te digo...o quarto é pequeno...tás a ver...
Joana: hm...vais estar ocupado à tarde, caso contrário passo ai e falamos melhor?
João: Tás a ver...até podes cá jantar se quiseres...tás a ver...
Joana: Eu posso jantar em casa, só preciso de saber a melhor hora para conhecer a casa!
João:...Tás a ver...esta semana vou receber um amigo de Portugal...Tás a ver...e ....tás a ver....só pode ser depois desta semana....tás a ver...hm...tás a ver
Joana: hm....hm...
João: É assim...tás a ver..tás a ver...tás a ver...tás a ver
Joana: Ok eu telefono mais tarde a dizer o que ficou decidido! (bolas...)

segunda-feira, novembro 21, 2005

O sangue corre e percorre as veias solitárias e isoladas, que funcionam como carris para o resto do corpo. O sangue disfarça-se de azul sob o manto das veias, enerva-se de cima p'ra baixo e vice-versa. Em alturas mais proeminentes dos estados de alma, verga-se e gela, impõe um intervalo de cinco minutos, e logo retoma o singelo acto de passear por partes do corpo que ninguém conhece. O sangue conhece cinco minutos futuros, e os que os antecederam.

quinta-feira, novembro 17, 2005

Tenho dias com quatro estaçoes. Tenho quatro estaçoes num dia. Tenho Amesterdao debaixo dos pés.

quarta-feira, novembro 09, 2005

Letra para um hino
É possível falar sem um nó na garganta
é possível amar sem que venham proibir
é possível correr sem que seja fugir.
Se tens vontade de cantar não tenhas medo: canta.
É possível andar sem olhar para o chão
é possível viver sem que seja de rastos.
Os teus olhos nasceram para olhar os astros
se te apetece dizer não grita comigo: não.
É possível viver de outro modo. É
possível transformares em arma a tua mão.
É possível o amor. É possível o pão.
É possível viver de pé.
Não te deixes murchar. Não deixes que te domem.
É possível viver sem fingir que se vive.
É possível ser homem.
É possível ser livre livre livre.

Manuel Alegre

E é possível tu venceres, amigo Alegre.

segunda-feira, novembro 07, 2005

Cá estou eu num novo desafio..."O que será, será!!"...

domingo, outubro 23, 2005

Encontro-me em aspiral.
Em voltas convertidas à singularidade recta. Espectros de mim caídos aqui e acolá.
Bocados de espírito sem tom nem cor.
Frases e pontos.
Incompletos.

segunda-feira, outubro 17, 2005

Por que é que quando temos tempo não o aproveitamos para aquilo que queremos?

quinta-feira, outubro 13, 2005

Sem grandes discursos, parabéns a mim!

segunda-feira, outubro 10, 2005

E depois de ontem!

O dia de ontem foi surpreendente e não foi surpreendente. Eu explico: ainda persiste uma dose de loucura para pensar que a democracia é pura, que o povo é justo, e que os maus da fita acabam sempre por perder como nos contos ou nos filmes infantis, carregados de lições de moral; todavia, já se sabe, este povo parece ter esquecido a posição crucial que ocupa, e faz asneira da grossa, como aliás já era de esperar. Pensamos pequeno, temos pavor da mudança. O povo português não avança, recusa-se a fazer melhor, a afirmar-se. Ontem só sublinhou isso. Este país enjoa. Dá vómitos. Em vários sentidos....que nervos! Rggghh...

sábado, outubro 08, 2005

Procuro-te frente ao espelho. Não estás. Podias ao menos ter deixado ficar a tua sombra. Eu não estaria tão sozinha.

segunda-feira, outubro 03, 2005

O Extraordinário da vida mesmo à frente dos nossos olhos. Também nós alinhados entre o Sol e a Lua.

sexta-feira, setembro 23, 2005

Para mim a parte mais complicada do relatório de estágio é o índice.

domingo, setembro 18, 2005

Bom dia Lúcia

Não é que este blog se tenha transformado num porto de perfis ou dedicatórias, mas quando se tem um blog tomam-se mais liberdades!!


A Lúcia pode ser descrita em três palavras: forte, sensível, bonita. Tudo q.b. Um nariz à batatinha, e umas maminhas sexis (já sei que me vais aniquilar, mas...) como eu lhe costumo dizer...tudo a brincar, claro. É branquinha, rosadinha, muito organizada, ríspida quando tem que ser, e um frasquinho de mel, também quando tem que ser.
Às vezes anda de mal com a vida, ou a vida de mal com ela. E o sorriso cai, mas não desaparece, porque a Lúcia é forte, capaz, com um coração temperado com amor. Por vezes custa lembrar os ingredientes que trazemos connosco , e por isso andamos mais caídos. E eu só vim aqui lembrar-lhe: és muito especial, uma mulher e pêras, com sangue na guelra, bonita, corajosa. Tenho muito orgulho em ser tua filha. Gosto muito de ti.

sexta-feira, setembro 16, 2005

Raquel

A Raquel é das amigas mais sábias que tenho. Abriu-me espaços e tempos, desconhecidos para muitos. Desenhou-me céus nos tectos e oceanos nos chãos. Não é fácil conhecê-la, mas é menos difícil perder-se no labirinto da sua alma. Encantos tem mil. Um sorriso sincero, e uma delicadeza rara. Guarda na sua caixa de papel estórias para a ocasião. É demais a proteger livros e músicas que valham a pena. Refugia-se muitas vezes num quarto de quatro paredes, e ai estrutura ventos, saboreia micro-universos, alerta todas as filosofias.
A Raquel tem o seu próprio cosmos, e sabe muito bem como 'perfumar' uma amiga. Por onde passa polvilha versos de amor e desamor. Sabe de cor a geologia do mundo e não perde uma graça, mas claro, que seja conveniente.
Hoje é o dia da Raquel. E a Raquel merece aplausos do mundo.
Parabéns!

quinta-feira, setembro 15, 2005


Ele vive como toda a gente - no seu pequeno planeta - de vez em vez, vê gente de outros planetas, que passam a voar, entre guerras de papel e afins...E acena, o outro acena, e espera-se que esteja tudo bem. O tempo é como a água, um bem em risco - é o que fazem crer.

quarta-feira, setembro 14, 2005


Não sei o que me embala mais, se as árvores, se o céu, se as bicicletas. Acho que é mesmo a imagem.

terça-feira, setembro 13, 2005

Disseram-me que os weblogues espelham o dono. Eu acreditei.

segunda-feira, setembro 12, 2005

Poesia

Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração


António Ramos Rosa

quinta-feira, setembro 08, 2005

Setembro

Gosto de Setembro. Setembro é uma ponte entre etapas da vida. Sempre foi. Agora mais do que nunca. Gosto do castanho com que pinta o espaço, a cidade. Gosto dele. Faz-me apaixonar. Faz o cabelo cair, como prenúncio do Outono, que embrulha folhas do mesmo castanho, que faz nascer também o castanho no feminino - as castanhas. Traz pingos de chuva, sem esquecer raios de sol. Os dias diminuem e as roupas crescem. Gosto de Setembro.

domingo, agosto 28, 2005

Só me apetece cortar o cabelo!

quarta-feira, agosto 10, 2005

Volto logo. Fui ali ser feliz!

sexta-feira, julho 22, 2005

Que imagem feiticeira é essa que adormece sob os olhos,
puros de preto e branco, sem conhecerem o arco-íris
que devora o chapéu do céu.
Vagueio entre cansaços de um mais ou menos, de um não mais que,
de este não sei se.
Provida de ses entrego a alma à metafísica que existe em cada corpo,
que passa, e passa, apenas! Nenhum desses corpos que andam pela cidade,
têm cor, todos a preto e branco, todos de uma engenharia mecânica.
Fantasmas feiticeiros, sem poder. Todos alheios ao arco-íris que insiste ser conceito,
que deambula por metafísicas que não conhece.
Nem o sol tem cor.
Tudo visão animal.
Preto e branco.
Numa cidade,
que não passa de uma tela esquecida.

quarta-feira, julho 06, 2005

Quando é que passará esta noite interna, o universo,
E eu, a minha alma, terei o meu dia?
Quando é que despertarei de estar acordado?
Não sei. O sol brilha alto,
Impossível de fitar.
As estrelas pestanejam frio,
Impossíveis de contar.
O coração pulsa alheio,
Impossível de escutar.
Quando é que passará este drama sem teatro,

Ou este teatro sem drama,
E recolherei a casa?
Onde? Como? Quando?
Gato que me fitas com olhos de vida, quem tens lá no
fundo?
É esse! É esse!
Esse mandará como Josué para o sol e acordarei;
E então será esse dia.
Sorri, dormindo, minha alma!
Sorri, minha alma, será dia!

Magnificat, Álvaro de Campos

Era mesmo isto. Será dia. Um dia.

terça-feira, junho 21, 2005

How does it feel?
To be on your own

with no direction or home
like a completly unknown
like a rolling stone

How does it feel?

segunda-feira, junho 13, 2005

Somos como árvores
só quando o desejo é morto.
Só então nos lembramos
que dezembro traz em si primavera.
Só então, belos e depidos,
ficamos longamente à sua espera.

Eugénio de Andrade

Manuel Tiago tem as mãos livres e dispõe do tempo necessário para arrumar todos os seus papéis e concluir o que no fio dos anos e no incessante combate não teve ocasião de arrumar, talvez por não desejar, como parece evidente, confundir as águas, misturar a acção política com a criação literária e, por uma clara influência política e partidária, levar a que os seus livros fossem quase de leitura "obrigatória". Página da Educação

Uma madrugada com raíz solitária para Portugal. Estamos mais sós e pobres. Temos perdido nomes, cultural e intelectualmente prementes. Resta-nos o futuro - restauração, digo!

sábado, junho 11, 2005

Hoje o Fugas do PÚBLICO está muito bom.

quarta-feira, junho 08, 2005

Vocês...

Tamanho total dos arquivos de música do meu computador?
Não há dedos, nem números para contar…muitos, muitos!

Último disco que comprei?
On and On, Jack Johnson

Canção que estou a escutar neste momento?
Don’t let it go, you’ ve got the music in you, you gonna get what you want, dos não me lembro, na rádio!

Cinco Músicas que escuto um montão de vezes ou que têm um significado especial para mim?
Cacoon, Jack Johnson
Carta, Toranja
Sparks, Coldplay
Um best of, de Bob Dylan
Riders on the storm, The Doors
Kings of Convinience, claro!...ups, já vão seis!

A quem vou passar esta corrente de gira-discos?
Vou ser desmancha-prazeres, e fazer como este miúdo e não vou passar a ninguém...Que falta de gosto, Joana!!

sábado, junho 04, 2005

O último. De muitos últimos - pelos vistos. E em grande!

sexta-feira, maio 27, 2005

Five minutes break. Is it ok!?

sábado, maio 21, 2005

Parece (como em tudo na vida) que foi ontem, que tive o primeiro dia. Aquele das nossas vidas. E já falta pouco. Pouquinho. Para o último. Entra-se de mãos dadas com o medo, e cedo se reconhece que ele não existe - é apenas pó, que depressa sacudimos. E depois chega a hora da despedida. Do jantar. Das gargalhadas. Do verdadeiro self se afirmar. E depois é varrer com o medo. Porque ele volta.

sábado, maio 14, 2005

É bom pousar os cotovelos na mesa, as mãos a apoiar o queixo, e ouvir estórias de uma jornalista, que há 11 anos tem o contador ligado no Público.

terça-feira, maio 10, 2005

Ás vezes sinto a tua mão junta da minha. Sinto-te com o coração em bicos de pés. Falamos pela nossa música. Bailamos pela nossa imaginação. Esboçamos um futuro com a única pontuação escrita em sorrisos. Cozemos a pele uma à outra. Corremos um mundo temperado por nós. Nós. Um mais um. Dizem que somos estranhos. E somos. E, por isso, navegamos nesta estranheza, perdemo-nos no nosso oceano, tão grande, onde somente cabemos os dois. Olhamos o sol, e os lábios desenham-se em quarto crescente. Porque somos nós. Porque entendemo-nos pelas cores do arco-íris. Não precisamos do dia, quando temos o Amor.
Primeiro vieram os primeiros amigos e a primeira professora. Depois, houve lágrimas, porque se deixou os primeiros amigos e a primeira professora. Depois, vieram mais amigos, mais professores e erámos mais crescidos. Depois, deixámos os mais amigos e mais professores. Depois, a estes mais amigos juntaram-se mais amigos e mais professores. Depois, mais actividades e mais currículo com mais amigos mais professores e mais outros tantos profissionais. Depois correram rios de lágrimas. Depois uma festa feliz, um tricórnio e um bastão. E depois!?

sexta-feira, maio 06, 2005

"Chegarás a outra Primavera?"
Augustina Bessa-Luís questiona no seu Mundo Fechado.
Cada etapa é um mundo fechado...Da terra e das criaturas, dos pobres corações sinceros em todo o impulso dos sentimentos, expandia-se o estranho sortilégio de um belo mundo fechado...
E a vida é um círculo. É preciso saber desenhar pontos finais. E, sobretudo, expandir os parágrafos. O que se fechará domingo, já está, na verdade, fechado em mim. Uma nova bolha paira diante de mim. Quero apanhá-la!

quarta-feira, maio 04, 2005

"Teremos sempre Paris".

segunda-feira, abril 25, 2005

Festeja-se o 25 de Abril, mas era bom lembrar a censura que ainda tem um lugar na plateia dos fundos. Hajam vozes. Porque se for preciso outra Revolução existem, certamente mangas prontas a arregaçar!

domingo, abril 24, 2005

Eu ouvi a campanhia de uma bicicleta! Eu ouvi a campanhia de uma bicicleta!

terça-feira, abril 19, 2005

Mais uma pedrada no charco. Para isto, mais valia fumo preto!

quarta-feira, abril 13, 2005

Querido Antoine De Saint Exupéry,

Encontrei o teu principezinho. Ponto. Isto é o que interessa. Encontrei-o. A resposta demorou tanto quanto os sonhos demoram a chegar e a adormecer em nós. Desculpa. São tantos os ponteiros até esta carta. Queria te dar estas letras felizes desde sempre. Matar o teu deserto com a notícia que ele, o principezinho aproveitou a liberdade dos pássaros e aqui está refugiado em mim, no meu deserto. Esta aqui a semear inocências. Quem me dera ser pequenina como ele. Rir e nunca desistir de uma pergunta, suar energia, pingar amor. Sem que ninguém alertasse a realismos assassinos. Ele é feliz. É pequenino. Cada palavra dele é uma nota musical. Cada sorriso é um novo crepúsculo todos os dias. Tantas areias de desertos que calcei até ele naufragar em mim, debaixo do espectáculo das estrelas da minha noite - quinhentos milhões de guizinhos a ecoar melodias pelo universo fora. E eu a bailar, a bebericar da minha solidão perfeita, a tentar poesias quando só sei de prosas. A tentar perceber o mundo. A rodar a cabeça. A tentar conquistar raios de sol que nunca serão meus. A fazer da tristeza felicidade. A gritar de mim para mim. A comer frases que me ensinam: só se vê bem com o coração. A tentar fazer dos actos alma. A ensaiar tentativas de. Domada pelo planeta dos grandes - estarei eu, também grande? Mas lá está o principezinho a recordar-me a virgindade de um olhar, o que os adultos nunca irão perceber. Acorda-me para a vida que não é, mas que devia ser, quando solta o mar dos seus olhos que radiam céus de paz. Como percebo a alegria com que enlaçaste o principezinho no mundo e este nem o merece. Mas contam-se pelos dedos das mãos os muitos que vivem nesta bolha de um mundo - o verdadeiro - que respira do cálcio do Amor.
Eu sinto os cabelos louros na cara, vejo o brilho com que ele ofusca ruas e passeios. Ando pelos rios de dúvidas e porquês do nosso principezinho. Ele partilha rosas de maravilhas, raposas de amizades, estrelas de felicidade e espelha em mim, no mundo o seu saber - puro e inocente. E eu trato dele. Há-de ser sempre recém-nascido para mim. Acarinhar-lhe os ombros com o meu casaco. Cobrir-lhe de silêncios a alma. Dar-lhe planetas de paz. E acredito Exupéry, que muitos encontraram o teu principezinho pela Terra fora, pelo Universo que nos pertence. Cada um tem espaço para um principezinho. E são tantos os desertos, onde ele planta raízes de paixão. O Principezinho.

Tua

pensado na pequenina alma que me beija todos os dias pela manhã

domingo, abril 10, 2005

Os anos escapam-me.
Faço ensaios de sonho. E perde-se o 'h' e fica o sono. Tanta actividade e tantos poucos anos.
Tanto alfabeto sem imagem.
Custa-me recordar. Porque me custa viver o que não foi.
Recordar reflecte-me estórias não vividas. Se eu fosse espelho...

quarta-feira, abril 06, 2005

Pois, a desilusão é assim: Sem brisa, serena. Calada, magoada, sem brilho. Plácida e morta.

quinta-feira, março 31, 2005

"Descubrí que mi obsesión de que cada cosa estuviera en su puesto, cada assunto en su tiempo, cada palabra en su estilo, no era el premio merecido de una mente en ordem, sino al contrario, todo un sistema de simulación inventado por mí para ocultar el desordem de mi naturaleza. Descubrí que no soy disciplinado por virtud, sino como reacción contra mi negligencia; que parezco generoso por encubrir mi mezquindad, que me paso de prudente por mal pensado, que soy consiliador para no sucumbir a mis cóleras reprimidas, que sólo soy puntual para que no se sepa cuán poco me importa el tiempo ajeno. Descubrí, en fin, que el amor no es un estado del alma sino un signo del zodíaco".

Memoria de mis putas tristes, de Gabriel García Márquez

segunda-feira, março 28, 2005

Nem sei o que cansa mais: trabalhar, germinar ideias para trabalhar ou chatear para trabalhar.

terça-feira, março 22, 2005

Lembrei-me hoje que houve um dia que ele me disse:

"Os jornalistas e a polícia têm em comum o perigo da profissão."

Estavas certo, mas concretizas-te o teu sonho. É só uma pequena homenagem. A ti. Paulo.

domingo, março 20, 2005

Eram muitos e importantes naquela família. E eu era a mais nova e a mais pequena. Mas estive lá. E cantei e bati palmas e foi bom. Muito bom.

domingo, março 06, 2005

Infelizmente, profissionalismo não é dos conceitos mais atendíveis em Portugal. Há sempre aquela mania dos doutores e nem sequer sabem o que é uma hierarquia e, muitas vezes confundem rigor com compreensão. Há sempre aquela estúpida mania das "tias" que só trazem areia na cabeça e não contribuem em nada para a cultura do país. Mas, claro o silêncio impera sempre, Portugal continua pequeno e há-de assim prosseguir, porque transformação e mudança são conceitos teóricos e com responsabilidade desviante. Atende-se ás mesquinhices sem filtrar o conteúdo e ir direito ao essencial. Espera-se ao invés de se actuar e depois, como não podia deixar de ser, esconde-se na desculpa da falta de tempo. As obras públicas prolongam-se, personificam-se na dor de cabeça dos utentes, discutem-se vidas pessoais em vez dos temas verdeiramente importantes para o país, a Justiça arrasta-se pelo relógio sem fim e a educação é a pior de sempre com medidas novas aqui e velhas nos outros países, a saúde é uma doença em si neste país onde nada promete e o espaço para os que hão-de vir é praticamente nulo. É difícil salvaguardar uma esperança, não!? Está mais que na altura de dar uns beliscões no rabo deste Portugal cansado a ver se isto anda p'ra frente! Ou o melhor é desertar desta terra sem leme (assim parece!).

sábado, março 05, 2005

O fascinante de ser jornalista é que parece que se anda um passo à frente do próprio mundo.

terça-feira, março 01, 2005

Há dias que parecem mesmo o primeiro dia do resto da nossa vida.

segunda-feira, fevereiro 28, 2005

domingo, fevereiro 27, 2005

O mano de três anos lá sabe o que diz à mana de 23:
O coração tem dois lados iguais.
Os jornalistas são uns coscuvilheiros.
Avozinho, tens cada uma!! Muitos parabéns, 78 é uma idade 'e pêras'.

sexta-feira, fevereiro 25, 2005

O avô para a menina:
...e assim é pela vida fora, caminhas por uma montanha, terminas essa e encontras outra montanha, atravessas essa até iniciares outra e assim sucessivamente pela vida fora...
E a menina para o avô:
Mas, 'vô só há montanhas...
Diz o avô:
Também existem planícies...

terça-feira, fevereiro 22, 2005

Fingir nunca é a solução, mas a verdade é que, por vezes e muitas vezes, fingir pode significar escapar. Por isso, sabe bem fingir uma vez por outra. Pensar que a solidão fica adormecida debaixo da almofada e assim enganar a veracidade e a frieza com que o coração fala. Hoje está a chover e no cd player tenho Jack Johnson. Ora, par perfeito para escapar (fingir). De pálpebras fechadas finjo que a minha realidade é outra; de olhos fechados até consigo voar...

sábado, fevereiro 19, 2005

Prosa a Centro de Saúde de Rio Tinto...

Ainda entram os primeiros raios de sol pelas frinchas da velha e degradante janela castanha forrada a pó e já estás tu, meu benjamim, meu Centro de Saúde repleto de pessoas de todas as idades, sejam elas idosas, crianças, adultos... Há gente que fala por ti. Oh, desculpa, fala não, grita. Deitam o hálito da manhã bem cá p'ra fora, mas para dizer, "eu não sei nada". Oh, meu Centrinho dotado de escadas ingrímes, daquelas 'jeitosas' para quem anda de muletas e, principalmente para grávidas, por que pensas tu que vais mudar de instalações em Março. Há tanto que pensas mudar e nunca mudas...Será desta vez!E se te fores, vais levar contigo a antipatia dessa tua gente, as tuas demoras, os inúmeros médicos que faltam todos os dias, as sobras de médicos que atendem por "despacha"!? Por favor, responde rápido...ups! É verdade, ainda estou em lista de espera! Mas agradeço-te os dois anos que levaste até regularizares o meu cartão de utente!

quinta-feira, fevereiro 17, 2005

O que é mais verdadeiro...

meio copo vazio ou meio copo cheio!?

A velha história.

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

Estas palavras já foram escritas neste blog, mas como a vida é um círculo, coisas há que se repetem. Por isso, aqui de novo Miguel de Sousa Tavares:


... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre.


segunda-feira, janeiro 17, 2005

Fuck

Ainda me recordo da espontaneidade do meu professor de português do 12 ano. Bastavam os meus olhos na delicia das suas palavras.
Na primeira aula citou Saramago, quando este se referiu a alguma parte da sua vida como uma "merda". A imaturidade da idade gerou uma gargalhada geral. Merda. O professor, surpreso suavizou, dizendo que é apenas uma palavra, como todas as outras, escrita no dicionário!
Não me parece que tenha que conter a espontaneidade dos meus pensamentos ou palavras. Palavras são meros reflexos do que nos vai na alma, como diz o povo. O bonito ou feio são conceitos tão relativos quanto o bom ou o mau. Conter as minhas palavras seria conter os meus estados de espírito. Perdão, meus caros leitores se feri mentes com a palavras Fuck, mas nunca prometi agradar a todos. Aliás, a promessa deste blog é ser fiel a mim mesma (como todos devemos ser). Fuck é a tradução do que seria para mim Merda em português. Um reflexo de um muito stressado estado de espírito. Apenas.

terça-feira, janeiro 11, 2005

Só me apetece dizer: Fuck!

sexta-feira, janeiro 07, 2005

I am what I believe in.

segunda-feira, dezembro 27, 2004

Meia-noite. Champanhe. Uvas-passas. Desejos. Exames. Presentes. Acenos de mão. Medo. Ansiedade. Malas. Peso a mais. Avião. Coragem. Amigos. Inglês. Globo. Canais. Amor. Amizade. Cartas. Escola. Bicicleta. Casas. Kiezel. Água. Postais. Linhas telefónicas. Bélgica. Proper. Filmes. Vinho. Heineken. Sorrisos. Primavera. Calor fresco. Regresso. Dor. Saudade. Alegria. Evolução. Antigo. Neutralidade. Praia. Sol. Gonçalo. Mãe. Pai. Verão. Lembrança. Passado. Confronto. Amigos. Estórias. Gordinha. Santiago. Concretização. Maria José. Sinais. Eu. Deus. Amor. Regresso. Porto. Amesterdão. Medo. Lágrimas. Mulher. Volta. Diferente. Aprendizagem. Alemanha. Internacional. Oportunidades. Decisão. Felicidade. Italianos. Finlandeses. CJ. Público. Razão. Sentimento. Força. Energia. Inteligência. Natal. Calor. Família. Igual. Permanente. Desejo. Esperança. O Vento. Onze e cinquenta e nove.


E agora é só pegar na vassoura e no apanhador e varrer 2004. Limpar, uma vez mais o pó e criar espaço para novas caixas de estórias e aventuras. Que o novo pó seja tão airoso, feliz e puro quanto o antigo foi. Foi dos anos mais felizes da minha vida.

2005

quinta-feira, dezembro 23, 2004

Em casa, a aproveitar o calor de Portugal e da família desejo a todo o meu mundo e aos que dele fazem parte:

Feliz Natal e um Próspero Ano Novo!

quinta-feira, dezembro 16, 2004

My wings are your pillow, where you sleep so tight like an angel falling from heaven! My soul is so sparkling when you are around, when you tied me up against your heart, when we can be one. We dream with eyes open, putting forward our bodies to the sky, where we are so bright, as well as the stars.

sexta-feira, dezembro 10, 2004

"Faith has been broken, tears must be cried, let's do some living, and after we die, Wild Horses couldn't drag me away". Telepatia de sentidos. Ouço-te como nunca.

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Há sempre dois lados.
Sempre um rio com duas margens, uma ponte com esquerda e direita. Há sempre norte e sul. Se estamos a norte queremos o sul, e se estamos a sul queremos o norte. O vice-versa. O versa-vice. E assim se desenha a saudade, pelo gosto do norte, pelo desejo do sul, pelo pensamento dos dois. Mas somos um, apenas um e desdobrar em dois é, como quase tudo na vida, uma tarefa impossível.

quarta-feira, dezembro 01, 2004

Estados de espírito

Por vezes cercada do meu mundo coberto da janela que me separa do mundo real só me apetece gritar. E mais ainda gostava de poder abrir a janela e gritar para o mundo, fazer-me ouvir. Mas não sou mais que uma pena suspensa numa nuvem de algodão a um passo de cair do céu. E de cá debaixo é tão mais intenso o brilho das estrelas. Por isso vale a pena olhar debaixo para cima, porque há sempre uma esperança que sobe.

quinta-feira, novembro 25, 2004

What happens when your heart does not stop thinking? and

Do you still believe in love?

segunda-feira, novembro 22, 2004

Um blog que canta e uma ave que dança e uma alma que cresce. Tu. Para mim.

sexta-feira, novembro 19, 2004

Dezassete horas. E já está escuro. E já caem umas pitadas de neve. E já se calça dois pares de meias. E já não é dia. Tudo é noite.

terça-feira, novembro 16, 2004

Ontem quando a noite era dia pela iluminação das velas, quando o leitor de cd's ganhava voz dos "Incubus" e os copos enchiam-se de vermelho senti uma nostalgia que se estendeu até á R. por detrás do BA, á UM, ao primeiro ano e, claro, ás almas daquele apartamento: Lila, Bruno, Ana, João, Fiães e eu. A saudade pelo tempo nunca pára de transbordar. Felizmente.

segunda-feira, novembro 15, 2004

Estes holandeses estão mesmo muito á frente. A decoração para o Natal começou há duas semanas.

quinta-feira, novembro 11, 2004

E há que fazer uso dos blogs (como o habitual) para:

desejar-te os parabéns e, por favor não escondas as brancas que contam os anos da tua vida...

Beijo.

quinta-feira, novembro 04, 2004

Theo Van Gogh

Antes de ontem, em Amesterdao assassinaram um director de cinema, Theo Van Gogh. Muito conhecido e reconhecido. Jornalista tambem de profissao, apelava a ideias de extrema liberal. Tudo o que sabia, "vomitava" interessando-se apenas pelo seu papel de tentar purificar a sociedade. Pena que afinal Amesterdao nao e assim tao liberal ou, pelo menos respeitador de tal liberdade que alvejaram o director, como tambem alvejaram a liberdade do discurso. Os protestos sairam a rua e no ar tatuaram-se palavras de aspiracao a liberdade. E eu pergunto, que democracia disfarcada e esta, que diplomacia mascarada e a que temos?

(p.s. Desculpem, mas o teclado nao fala potugues)

domingo, outubro 31, 2004

Como e que se aproveita o unico dia com "25" horas?!
A dormir!

sexta-feira, outubro 29, 2004

Arco, flecha, Alvo. Vida, Intenção, Sonho. De todos os conceitos foi dos mais certeiros conceitos que me ensinaram. Hoje foi dos dias mais importantes da minha história.

quarta-feira, outubro 27, 2004

- Olá, desculpa interromper-te, és portuguesa!?

Estou a estudar em Diemen, Amesterdão desde há nove meses e é a primeira vez que conheço um português na escola!

segunda-feira, outubro 25, 2004

- Don't do that!
- You are going to cut yourself...
- What!?
- Get out of here!!

Oh, não, eu até sonho em inglês!

terça-feira, outubro 19, 2004

Ana, Paula, Raquel

Hoje é o primeiro dia do resto da vossa vida!

segunda-feira, outubro 18, 2004

A melhor poesia é aquela que nos chega pelas mãos de um amigo. Bate-nos na alma e sacode-nos o medo da perda, da saudade e da distância. As letras caminham-nos devagar e o sentimento torna-se mais seguro e mais forte.
Obrigada Lila por seres tu, por existires em mim, "pelos abraços que dás á minha alma, mesmo estando tu a quilómetros de distância". Porque é realmente "mágico a forma como me apareces". Porque recordo-me da menina de há cinco anos atrás na cantina da Universidade a oferecer-me um quarto. Porque recordo todos os passos da nossa caminhada. Porque recordo com amor a primeira risada juntas, o primeiro choro, o primeiro desabafo, o primeiro abraço e beijo. Porque recordo as experiências que vivi contigo e mais ninguém. Porque recordo o teu braço e as tuas palavras sempre a meu lado. Porque recordo a lã com que construímos a nossa amizade e a seda com que sonhámos os nossos projectos e julgámos os nossos sonhos. Mesmo tu sendo tu e eu sendo eu, respeitando o horizonte de cada uma. Porque recordo o quanto partilhámos juntas. Recordo todos os dias a bela amiga que és. Fada.

terça-feira, outubro 12, 2004

A primeira qualidade do Caminho espiritual e a coragem, dizia Gandhi.
O mundo parece ameacador e perigoso para os covardes. Estes procuram a seguranca mentirosa de uma vida sem grandes desafios, e armam-se ate aos dentes para defender aquilo que julgam possuir. Os covardes acabam construindo as grades da propria prisao.
O guerreiro da luz projecta o seu pensamento para alem do horizonte. Sabe que, se nao fizer nada pelo mundo, ninguem mais o fara.
Entao, participa do Bom Combate, e ajuda os outros, mesmo sem entender bem porque o faz.
in Manual do Guerreiro da Luz, Paulo Coelho

terça-feira, outubro 05, 2004

Quando o carinho nos chega pelo correio...

...tem forma de bolo de iorgurte, de chouriço do melhor e de uns biscoitos deliciosos.

(oh, mami)

sexta-feira, outubro 01, 2004

Bem sei que é só amanhã, mas mesmo assim, parabéns!

Ps: Com direito a publicidade!

quinta-feira, setembro 30, 2004

Já cortei os embondeiros. Cuidei da Rosa. Desenhas-me uma ovelha?

quarta-feira, setembro 29, 2004

Foi das mais belas histórias de Amor.
Ele sabia. Ela também.
Amaram-se sem se possuírem, desejaram-se sem se terem. Viveram na ténue linha da amizade e do amor. Baloiçavam juntos, de mãos dadas, corriam campos verdes, abraçavam-se sem medo. Respeitavam-se, ouviam-se. E, depois de todo o Amor puro, depois do Amor-planta só restou este Imperfeito da forma verbal.
Foi das mais belas histórias de Amor.
Ele sabe. Ela também.
Livres no seu Amor, beijaram-se na palma da mão e continuaram os seus caminhos. Por aqui, por ali. Queriam-se bem um ao outro. Por isso, desenharam um adeus mútuo. Fecharam na caixa do coração o seu mais belo segredo: os olhos.
Foi das mais belas histórias de Amor.
Ele saberá para sempre. Ela também.

terça-feira, setembro 28, 2004

Afinal a Holanda é um país normal: os trabalhadores também fazem greve. Mas houve quem afirmasse:

Eu pensava que isso era mais de Portugal e Espanha!!

Oh, caro, quanto a Espanha não sei, mas em Portugal o que está a dar é a colocação de professores ou a falta dela!

sexta-feira, setembro 24, 2004

Estou como uma folha. Arrastada pelo Outono.
Obrigada aos três "porquinhos", primeiros na minha jornada por partilharem desde Portugal o Código Da Vinci. Foi uma grande e bonita surpresa!

segunda-feira, setembro 20, 2004

Cá se anda com a cabeça entre as orelhas

Sérgio Godinho

sexta-feira, setembro 17, 2004

Amesterdão parece um autêntico big brother. As câmaras não disfarçam a sua presença pelos tradicionais edifícios, nem mesmo nos lugares onde se pensa que escapamos de sermos observados com a mãozita no nariz, com um toque no rabiosque para afastar a cueca. No estúdio para o programa de rádio para a Comunidade Portuguesa, entra como um vulcão em erupção uma holandesa pouco prestável, com ar de poucos amigos (o habitué deste povo pouco dado) e leva-me a garrafa de água. Bem, lembrei-me das aulas e dos estágios em rádio, onde aconselham água para refrescar a garganta e lembrei-me também que não sou nenhuma terrorista...então o porquê daquela atitude? A minha colega lá leio as regras do estúdio e água não é permitido e ainda acrescentou: Vocês não querem crêr que regras são regras! Bem, o que eu creio é que este povo é pouco amigo, brusco, com uma rude inflexibilidade. Ainda me recordo certa vez aflita com os comboios perguntar uma informação a um funcionário e o tipo responder: Já estou fechado, não respondo a não ser que me dês dez euros!! Mas, claro ainda sobrevivem alguns que nos ajudam a distinguir pêssegos e tangerinas no supermercado!...

terça-feira, setembro 14, 2004

Eu sou a terra, eu sou a vida.
Do meu barro primeiro veio o homem.
De mim veio a mulher e veio o amor.
Veio a árvore, veio a fonte
Vem o fruto e vem a flor.
Cora Carolina
A pensar nos pais e no novo coração da família. Parabéns!

Para a P.

Um Guerreiro da Luz a pensar em ti:

Existem momentos para agir e momentos para aceitar. O Guerreiro faz a distinção.

Um abraço com laços de saudade!

quinta-feira, setembro 09, 2004

Aonde moras
Aonde moras...

Arranha uma holandesa, que encontro na cidade e me ajuda com o mapa urbano.

É única coisa que sei em português e vem de um poema, mas de momento não me recordo bem! - reclama

Eu gosto muito de portugueses - remata

Afinal, as flores do nosso jardim á beira mar levam o seu perfume a todo o mundo.

quarta-feira, setembro 08, 2004

terça-feira, setembro 07, 2004

Há sempre um raio de sol para dar a mão.

sexta-feira, setembro 03, 2004

Abrem-se as cortinas, os olhos rejeitam o sol, fecha-se a porta, soletram-se vários "Good morning", ouvem-se as crianças no parque infantil, diz-se "hoi" ás bicicletas que passam, ve-se o canal, a ponte quase a abrir, principia o "bosque" com o latir dos cães, o ar fresco que as árvores expiram, calca-se a terra húmida, passa-se o túnel, as cores da escola começam aparecer, uma mancha de estudantes de diferentes cores desenha-se perante o olhar, entra-se na escola, o mesmo ar quente, um búrburinho do primeiro dia de aulas e o primeiro "hello, I'm Marc Towill, your new teacher of applied research". Afinal, o regresso até foi bom.

quarta-feira, setembro 01, 2004

No início parecia que ia de novo para o velho. Mas, não! Estou de novo, no novo. Tenho de aprender outra vez, porque um simples café não pode ser tomado no balcão.