um weblog sobre literatura, viagens, momentos, poesia, sobretudo, sobre a vida. enfim, um weblog com histórias dentro.

segunda-feira, setembro 21, 2009

au revoir simone

às vezes somos como as avestruzes, enfiamos a cabeça na rotina do dia-a-dia, e esquecemos tanta coisa maravilhosa que vive em paralelismo constante com essa rotina.

segunda-feira, setembro 14, 2009

Mat Hall é o piloto australiano que voou no Red Bull Air Race e aterrou no terceiro lugar da corrida. Esteve há pouco [22h15] em directo para o canal 9 da televisão do seu país, a partir dos estúdios da SIC/Porto.
Veio desde o hotel, onde está hospedado, sozinho, sem aquela coisa dos assessores, ao contrário da maioria dos convidados do nosso portugalex. Quando a emissão foi para o ar, a partir da primeira edição da manhã na Austrália, os jornalistas animados, mantiveram um diálogo informal e descontraído com o piloto - com gargalhadas à mistura. A entrevista acabou, e ainda pudemos ouvir a emissão australiana a quebrar para intervalo...com música [fixe]...ao contrário do que acontece no nosso portugalex, onde as edições da manhã, comparativamente, são mais apagadas e ásperas.
E somos um povo latino!
Na escola (em Rio Tinto) do meu irmão existem dois lavatórios para mais de cem crianças (estimativa generosa - são muitas muitas mais). Ou seja, o plano de contingência contra a Gripe A, naquela escola do ensino básico, é pedir aos pais que comprem toalhetes para que os miúdos desinfectem as mãos...em tempo útil...porque 15 minutos de intervalo passam rápido para que mais de cem alunos lavem as mãos em DOIS lavatórios, antes de emborcarem o lanche.

Mas é como diz o cartaz do Valentim...

"Em Gondomar, os gondomarenses é que sabem".

segunda-feira, setembro 07, 2009

Mano(de 8 anos): A Ferreira Leite é de que partido?
Joana: PSD - Partido Social-Democrata.
M.: e o Sócrates?
J.: PS - Partido Socialista
M.: e aquele Portas ou lá o que é?
J.: chama-se Paulo Portas, é do PP - Partido Popular
M.: e qual é o melhor?
J.: hmm...

quinta-feira, setembro 03, 2009

muitas vezes olhamos o relógio e vemos os ponteiros passarem. sem alma. esquecemo-nos que com eles - os ponteiros - passa a vida, e tudo o que ela é para nós: o que amamos, o que amamos menos, o que detestamos, o prazer, os desgostos, as pessoas, o lazer e o trabalho.
e no segundo em que admiramos o ponteiro do relógio, apercebemo-nos que a vida passa realmente rápido, a uma velocidade veloz, tipo TGV.
e depois como consequência, as perguntas fazem nock-nock: como aproveitamos o tempo? com quem? a fazer o quê? gastámos mais tempo a rir ou a lamentar? a esforçar ou a reclamar?
...
isto para dizer que ontem fiz uma coisa, da qual gosto muito, mas - há sempre um mas - faço pouco. fui visitar a poesia, onde ela vive ao seu mais alto rigor. onde sangra cada palavra, onde levita a cada autor, que através dela ganha presença.
...
a poesia sussurou-me a liberdade dos sonhos - possíveis - lembrou-me do que quero fazer, de tarefas que tinha arquivado na caixa dos dias que ficam na arrecadação.
...
e vou fazer. vou vestir e maquilhar a cores vivas o que a vida escreveu para mim, o que eu tinha esquecido na mesa do escritório, debaixo da papelada do dia-a-dia.

terça-feira, agosto 25, 2009

Já descobri o problema das minhas dores de cabeça: a carris do lado esquerdo do cérebro tem frequentemente horas de ponta. Sonhos que se atropelam. Eles que se entendam, que eu - como diz o Supremo - tenho mais do que fazer.

segunda-feira, agosto 24, 2009

Enfim, rendida ao twitter, tenho morada aqui.

sexta-feira, agosto 14, 2009

Por este andar, um destes dias, acredito [a sério] que dou uns toques na informação sobre futebol.

quarta-feira, agosto 12, 2009

- Avó, Avó!!
- Ahhh, quem és tu? Ai, que tenho mais uma neta e não sabia.


Olhos rasgados até ao passado que já vai longo, de uma vida que dura há 89 anos.

[Detesto estes números: 79, 89, 99. Dá a sensação de uma pausa, de um tempo maior ao real, até à próxima estação da idade.]

Cabelos brancos, unhas pretas de muito campo, pernas de muito andar até à igreja. Pele enrugada de muito criar. Mãos gastas de muito trabalhar.
Mente cansada da muita catequese que deu. De muitas estórias decoradas.
Mente sumida.
Transparente. Apagada.

O que não é mau de todo.

Pode alhear-se dos conflitos vazios entre filhos.
Do filho que não fala, mas grita.
Da morte precoce do marido que "sempre foi bom".
Aliás, este é dos poucos vértices atravesssados na sua vida, que não esquece.

Só um segundo. Ahhh onde vives? Ahh, pois, eu criei-te, peguei-te ao colo, e dava-te de comer.

Sim, Avó, é verdade.
Não é avó de sangue. Mas é avó de vida.

E, comove-me, o aceno pausado que me faz na despedida, a desejar-me "boa viagem".
A não saber, se esta será a última vez, que nos vemos.

É o mistério da vida: nunca sabemos.

terça-feira, agosto 11, 2009

Faz-me espécie...
que pessoas com educação, formação, adultas, em lugares de requinte,
me digam que não entendem como há outras tantas pessoas que apostam em mestrados, em continuar a estudar, a ir para fora, enfim, a esforçar-se.

Eu resposto:

Porque há pessoas que quando olham o mundo e vêem sol, sabem que a outra metade é sombra, e vice-versa.
Porque há pessoas que gostam de viver. Que não se acomodam.
E, sobretudo, não precisam de saltos altos para crescer.

terça-feira, julho 28, 2009

da ausência.
há dias que são sumidos.
perdidos no ar.
cerimónia fúnebre. apenas. isso.

quarta-feira, julho 22, 2009

uma manhã de neblina
faz aflição dentro do mar
que navega no peito,
antevê tempestade
gota
a
gota

o respiro da onda
vai em lume brando.
caminhando
contra a angústia
de uma saudade
resistente.

o barco morre
na linha do horizonte
onde
se espera, em esperança afiada,
um sol
vermelho, como o sangue
redondo, como o mundo.

domingo, julho 19, 2009

E hoje também é notícia... [:)]

o aniversário do mano, na infantil maratona dos 8.
Parabéns, principezinho!
O tal macaco frente à sua trupe azul e branca, no Dragão, mais parece uma daquelas sessões do reino de deus/iurd. O que o tipo no púlpito diz, é motivo de eco parolo inquestionável. Muito próximo do nazismo que nunca vivi.

sexta-feira, julho 10, 2009

Moment,
Homent.

A Avenida dos Aliados, no Porto, é palco para uma exposição que faz pensar.
Homent.
Uma fila de homens, coloridos, posicionados ao longo do corredor central da cidade.
Homent sozinho. Homent a sorrir. Homent triste. Homent feliz.

Nós Homent.

quarta-feira, julho 01, 2009

"Permanecem o Amor, a Fé e a Esperança, mas o maior deles é o Amor".

sexta-feira, junho 12, 2009

Crónica de um Amor à venda

Saíste-me cara, tu. Fizeste a mala e deixaste-me o odor de todos os lençóis gastos em filosofias angustiantes de um prazer adiado.
Não restou uma unha tua roída, caída ao chão, abandonada.
Foste embora. E foi isso. Empacotaste roupa, objectos e memórias. Levaste contigo todas as sinfonias. Não tive herança. Apenas uma placa colada na janela da frente, onde se lê: “Amor à venda”.
Procurei-te em todos os recantos de uma casa cheia de nada. Foste embora e contigo foram todas as memórias. As lembranças sumiram-se dos metros quadrados da habitação recheada de vazio. Restou a ausência. A tua. E com ela convivo. Trato-a bem. Afinal, tu és ela - a ausência.
Acordo com o hálito podre da tua falta. Deito-me enroscado na tua saudade.
Permaneço viciado naquele canto do armário onde tu guardavas a tua mala. Busco alguma memória que não tenhas enfiado na bagagem do carro. E agora meteste-te ao destino. E criaste a metamorfose que me consome e vicia. Sou capaz de ausência e nada mais. Abraço-me a mim, que é o mesmo que abraçar o nada. Tu és nada. És a ausência. A ausência vestida de dor.
Ontem percebi por que razão as pessoas se suicidam: não é por falta de, mas por excesso de. Excesso de ausência. Excesso de ti. Devias ter empacotado tudo. A tua ausência também. Metias na mala escura a saudade e o teu hálito podre. Deixavas-me sossegado. Ias embora sem fazer o mínimo de barulho.
O problema é que fizeste ruído ao bater com a porta. Uma pancada forte. Ainda sinto no coração. Está trémulo. Resiste, é verdade. Mas continua em estado de choque porque nunca se bate com a porta, nunca se faz ruído ao sair de casa. Há sempre aquela remota hipótese de os vizinhos acordarem, haver um enfarte, sei lá.
Eu preocupo-me, sabes. Não gosto de enfartes. Mas gosto de memórias. Foste má. Lançaste-te ao destino. E agora ocorre-me que também me levaste contigo. Sim, só agora. Fui junto com as memórias. E isso dói-me. Não devia ter ido. Dói-me e comove-me. Dói-me porque me tratas sem pudor. E, depois, comove-me, porque me queres lembrar.
Pois, eu sou mais do tipo apagar. Erase. Pareço uma gaja, deves estar a pensar. 'Não aguenta uma pancadinha no coração e fica logo logo trémulo'. Já não me recordo quem disse, mas pelos vistos os homens podem apanhar certas e determinadas estirpes femininas e vice-versa.
Agora tenho o coração a arejar. Entra por lá ar. Por acaso nem me agrada. Mas foste tu quem me ensinou: arejar. E como sempre te fui obediente, cá estou arejar, sôfrego na tua ausência, fiel à tua saudade, agarrado à tua aparição.

quarta-feira, junho 03, 2009

Melros

A P. disse-me: "se vires melros de bico amarelo significa boa-nova".
E eu digo: Há males que vêm por bem. Ou assim quero crer [já que vi três melros de bico amarelo, e duas das 'novas' não foram boas].

segunda-feira, junho 01, 2009

De facto,
quem é pequenino é pequenino
e quem é grande é grande
mesmo que não seja Grande.

sexta-feira, maio 29, 2009

Algo me escapa

A campanha portuguesa na corrida para um lugar no Parlamento Europeu, está um tanto ao quanto desfocada. Se é uma campanha para um lugar europeu, não é lógico que se fale de um imposto europeu, e de medidas europeias, e de assuntos europeus com ponte para os assuntos nacionais? Ou estarei enganada?
É que o definhar de discursos políticos por parte dos candidatos considerados 'maiores', não passam de guerrinhas de bastidores, e de um cuspir de bocas foleiras de quem está mais preocupado em afirmar a própria imagem, do que afirmar o País na Europa.